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O seu banco sabe avaliar o risco?
Soros cavalga a onda da recente crise financeira internacional apresentando-a como a prova definitiva de algumas das suas ideias mais polémicas. Antecipou para o fundamentalismo de mercado o mesmo destino do fundamentalismo marxista e considera inevitável para evitar uma sucessão de convulsões constituídas por bolhas e subsequentes estouros, em parte autofomentadas pelo sistema financeiro, um reforço da regulação económica.
No artigo que cito, Soros defende que os homens do dinheiro provaram sucessivas vezes que são péssimos na gestão do risco. De certa forma, Soros desculpa-os por ser uma autêntica aberração do sistema atribuir-lhes a exclusividade (ou quase) dessa responsabilidade. Afinal poucos terão tido a coragem de fugir à febre do ouro que era oferecida pelo incremento da actividade bancária e da consequente acumulação de lucros pelos seus bancos. Está na sua natureza.
Rui Cerdeira Branco, Fonte: (JN), via Bolsómetro.
Vícios privados, públicas virtudes?
Divirtam-se, festejem, façam férias, façam amor, comam e bebam. Mas, quando estiverem a trabalhar, não finjam que trabalham.
Francesco Alberoni no (DE)
Dani Rodrik
Mercados
Publicado 28 Março 2008

Fernando Braga de Matos
Passaram sete dias, mas uma semana na bolsa não é nada, tudo depende do inesperadamente notável vir a ocorrer, e até hoje, domingo de Páscoa, nada se passou de muito visível (a descida da taxa da juro do FED já era esperada, mesmo nesta dimensão de 0, 75%).
Mas olhar para trás é às vezes bom exercício, mesmo correndo o risco de se ficar transformado numa estátua de sal, como a mulher de Lot.
Pois nesta interessante actividade, pus-me a olhar para a Bolsa de Nova Iorque, a única que conta e de que realmente quase tudo depende, para confirmar que o diagnóstico (reservado) não foi desmentido, e tentar devassar para além das brumas. Quando isto for publicado, já muito pode ter ocorrido e o leitor deverá ter isso em consideração, sem embargo da validade do que aqui escrevo. Como nesta incerteza ninguém sabe o que por aí vai ou vem, dar umas pistas para pensar é bem bom. Adivinhar não existe, conjecturar com fundamentos é o que aqui se tenta. Cont.(JN)
Fernando Braga de Matos

Fernando Braga de Matos
Jesus saves; Moses invests 1*
No tempo do Prof. Salazar, o moto era “produzir e poupar”. Ora, como dizia Keynes, a poupança vai ser canalizada para investimento, pelo que se isto não fosse um país de tesos, seríamos uma autêntica Hong-Kong na Europa.
As coisas agora são diferentes, mais viradas para outra orientação, estilo “trabalha-se o mínimo, compra-se tudo a crédito e depois não se paga”.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e enquanto houver quem no final apanhe com a conta, viveremos felizes para sempre.
Mas como isto é um jornal de negócios, sinto-me moralmente constrangido a pugnar por ideias mais construtivas, e até patrióticas, nomeadamente em defesa da supra citada “Opção Moisés”. (cont.)
Fonte: Jornal de Negócios
“Um empreendedor não se faz, mas FAZ-SE”
É então que começa uma outra fase normalmente solicitando outros saberes nas áreas organizativas, design, marketing, etc… Só então é que poderá dar-se a passagem do inovador para o empreendedor, e, posteriormente, atingir o objectivo fundamental, de, com risco, se assumir como empresário por conta própria.
Para terminar e comentando o título que me foi dado, direi que um empreendedor não se faz, mas FAZ-SE.
Este meu contributo tem mais a ver com aquilo a que chamo pequenas e médias inovações incrementais, e menos com as chamadas inovações disruptivas em que o uso de estatísticas, poderosos laboratórios, pacientes repetições de ensaios, em ambientes universitários e laboratórios de universidades ou grandes empresas são quase condições indispensáveis.
Sonhar, saber esquecer, gostar de aprender, ter paciência para repetir, ousar, arriscar, partilhar é o caminho para ter sucesso numa vivência equilibrada do uso do tempo e da vida.
Belmiro de Azevedo (JN)
Vencedor do Prémio “Ernst & Young Entrepreneur Of The Year 2006”
(Chairman Sonae S.G.P.S. e CEO Sonae Capital)
Bill Gates pede um “capitalismo criativo”
Bill Gates desafiou as empresas a desenvolverem um “capitalismo criativo” que crie riqueza e ajude os mais pobres. “O capitalismo do século XXI tem que melhorar as vida daqueles que não beneficiam das forças do mercado”, defendeu Gates no Fórum Económico Mundial (FME) de Davos.
Ana Luísa Marques (JN)
“Mercados deverão continuar a desvalorizar mais um mês”
Por que está o mercado a desvalorizar de forma tão acentuada? Acha que há demasiado pânico entre os investidores?
O mercado accionista, nos últimos seis, sete meses, tem estado a descontar os resultados das empresas. É uma reacção bastante racional, que está em linha com as expectativas dos resultados. Até ao momento, os mercados já descontaram uma queda de 20% nos lucros das empresas. Esta desvalorização era algo de que já estávamos à espera. Agora, temos que ver a extensão dos prejuízos no sistema financeiro.
Na sua nota de “research” diz que os bancos ainda precisam de aumentar os seus rácios de liquidez. Considera que vamos continuar a assistir a resultados decepcionantes por parte dos bancos?
Acredito que muitos bancos já estavam à espera destes resultados e muitos deles já estão a tomar medidas. Mas outros ainda não estão a agir. Ainda não temos ideia clara da dimensão das perdas no sistema financeiro.
Durante quanto tempo vai continuar este efeito “bear market” e o sentimento de incerteza?
O risco do momento é que está a começar um período de abrandamento económico, mas o risco é o mesmo que havia em 1991. Provavelmente, teremos mais um mês de quedas, com os próximos quatro a cinco meses sem tendência definida. Para as principais praças europeias e para as norte-americanas, que já descontaram 20%, não acredito que haja perdas superiores a 10%, a partir de agora. Pode dizer–se que o pior já passou. Acho que as bolsas vão descontar até 25%.
A intervenção dos bancos centrais é suficiente para travar a queda dos mercados?
O corte de juros da Reserva Federal (Fed) já abrandou um pouco o pânico, mas não pode impedir o efeito “bear market”. As autoridades monetárias não podem impedir o abrandamento económico. Podem abrandar o pânico, mas não podem parar o “bear market”.
O BCE também vai ter que cortar o preço do dinheiro, tal como aconteceu com a Fed?
Sim, o BCE vai cortar os juros em breve. Nós prevemos uma redução de 50 pontos-base nos próximos meses.
Este é um bom momento para entrar no mercado? Em que sectores aconselha que se aposte?
Depende do tipo de investidor que é. Agora, pode investir um pouco de dinheiro, mas não demasiado. Os investidores não se devem apressar, ainda é cedo. A longo prazo, os investidores podem apostar nos sectores da indústria e da energia. São sectores que vão ser muito interessantes. Os bancos também vão ser interessantes, mas não para já. Eles já caíram 20% e vão cair mais 20%. Estimo que os bancos descontem 40%.
Tim Bond
Gestor do Barclays (JN)
Cinco cotadas com potenciais superiores a 80%
A lista das cinco empresas com maior potencial de valorização para o Millennium bcpi não sofreu alterações significativas esta semana, além do aumento dos potenciais de valorização. O que se justifica pelas quedas acentuadas das cotadas e não por actualizações de preços-alvo.
A Sonae Indústria [Cot] surge assim no primeiro lugar, com um potencial de valorização de 159%, tendo em consideração o preço-alvo da casa de investimento (12,40 euros) e o valor de fecho das acções na última sexta-feira (4,78 euros). Desde o início deste ano as acções desta empresa já desceram mais de 6%, depois de no ano passado terem caído mais de 11%.
A Novabase [Cot] surge na segunda posição com um potencial de valorização de 105% e a Portucel [Cot] com uma subida potencial de 88%. A Semapa [Cot] conta com um potencial de valorização de 86% e a Altri [Cot] de 82%.
Sara Antunes (JN)
Espelho de nós

Espelho de nós
“Todos têm aquilo que querem do mercado”
Ed Sekyota
Se tivesse que escolher a frase que mais me cativou ao longo dos vários anos que dedico aos mercados financeiros, esta seria sem dúvida a eleita. Franzi o sobrolho quando a li pela primeira vez, olhando para esta afirmação mais como uma tentativa de dizer algo surpreendente do que verdadeiro. No entanto, quanto mais conheço os mercados e a mente humana, mais concordo com esta frase e a considero genial na forma de caracterizar o papel de cada investidor perante o mercado. ( JN)



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