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New Social Network – Cibereconomia

Alternativas Criativas. Porque é o saber que está a substituir o capital. A nova economia = Economia digital + economia do conhecimento.

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Espelho de nós

Espelho de nós


“Todos têm aquilo que querem do mercado”
Ed Sekyota

Se tivesse que escolher a frase que mais me cativou ao longo dos vários anos que dedico aos mercados financeiros, esta seria sem dúvida a eleita. Franzi o sobrolho quando a li pela primeira vez, olhando para esta afirmação mais como uma tentativa de dizer algo surpreendente do que verdadeiro. No entanto, quanto mais conheço os mercados e a mente humana, mais concordo com esta frase e a considero genial na forma de caracterizar o papel de cada investidor perante o mercado. ( JN)

A vida e a Bolsa

O grande inimigo não é a crise “subprime”, o arrefecimento da economia norte-americana, a descida do imobiliário ou a falta de liquidez. O grande inimigo é essa hidra colectiva chamada pânico. E, como escreveu Alan Greenspan, o pânico no mercado é como o azoto líquido, pode em muito pouco tempo provocar um arrefecimento devastador.A temperatura gelou ontem mas só hoje às 14:30 saberemos se atingiu o grau zero das descidas. Porque há duas leituras para a “segunda-feira negra” de ontem, em que as bolsas europeias e asiáticas se despenharam em pleno feriado em Wall Street: os optimistas dizem que o mercado capitulou, bateu no fundo, está cheio de oportunidades; os pessimistas receiam uma tormenta longa, reagirão com hipersensibilidade aos resultados que hoje o Bank of America e a Apple apresentarão.

Na verdade, toda a gente tem mais ou menos a mesma informação. Esta crise é em tudo diferente do “crash” de 2001, em que as empresas da Nova Economia valiam el dorados infinitos. Agora, há empresas ao preço da chuva. Na bolsa portuguesa, satélite sem vontade própria das grandes praças, um terço das empresas cotadas custa menos de um décimo dos seus lucros! Noutra conjuntura, a isso chama-se saldos.

Na sexta-feira, Bush tirou 145 mil milhões de dólares da cartola para contrariar o arrefecimento da economia. Isso mesmo: vai entregar um cheque de 800 dólares de impostos a cada americano, para estimular o consumo e deixar que seja cada agregado familiar a decidir se gasta o dinheiro nos créditos ou na factura energética. Foi um bom tiro. Um bom tiro na água.

O homem mais importante do mundo é agora Ben Bernanke, o presidente do Fed. Os mercados pedem-lhe uma descida as taxas de juro radical, dos 5 para os 3 por cento em poucos meses. Assim, defendem, estimula-se o consumo e compensa-se o aumento das factura de juros pagos pelas famílias, pelas empresas e pelos bancos. Mas uma casta enorme de economistas desaconselha esta intervenção, que aumentará a inflação.

O Fed e a Casa Branca têm um passado de desavenças que só foi interrompido na era Clinton. A verdade é que o Fed sempre olhou para as bolsas como microclimas. A inflação, não a bolsa, é a prioridade Número 1 dos bancos centrais.

Se o Fed mantiver os juros, as bolsas continuarão em queda, o dólar sobe, a inflação fica controlada, os EUA enfrentarão uma possível recessão suave nos próximos dois ou três anos. Se o Fed cortar radicalmente os juros, como se prevê, as bolsas arribam, o dólar e a inflação sobem. O efeito de curto prazo é óptimo, mas o descontrolo da inflação representa sempre uma recessão longa, espiral de preços, desemprego.

Em Lisboa, Sócrates, Teixeira dos Santos ou Constâncio são espectadores impotentes. Só podem tentar injectar confiança, como ainda ontem fizeram, no dia em que anunciaram um défice que devíamos estar a festejar. Mas o ambiente é, ao contrário, de fim de festa, uma festa de crescimento europeu a que Portugal chegou atrasado porque estava a pagar impostos.

Comprar, manter ou vender? O investidor está rodeado de conselheiros optimistas e pessimistas mas é um decisor solitário. Todos os conselhos, avisos e estímulos passados valem hoje zero. Próximo passo: respire fundo, mantenha o controlo, pergunte se está a curto ou a longo prazo e olhe para o relógio. Às 14:30 há mais. ( JN) Pedro Guerreiro.

Nota de research do Caixa BI

As acções preferidas dos analistas para 2008

Banco atribui maior potencial de valorização à Sonaecom
Os analistas do Caixa BI elegeram as suas acções preferidas para o ano de 2008, ou seja, as «top picks». Por ordem alfabética, são elas: a Altri, Brisa, Cimpor, Jerónimo Martins, PT Multimédia e Sonaecom. Perceba porquê.Altri: O Caixa BI estabeleceu um preço alvo de 7,20 euros, dando um potencial de valorização ao título de 46% e recomendando «comprar.Os analistas consideram que os preços da pasta de papel de eucalipto (BHKP) vão continuar a ser suportados pela procura. «A Celbi vai aumentar a capacidade de produção no primeiro semestre de 2009, o que se vai traduzir num aumento das vendas e do EBITDA. A possibilidade de um «spin-off» ou venda da F. Ramada pode ainda ser um factor de valorização», referem.

Brisa: Para a concessionária, a recomendação é também de «comprar», mas o potencial de valorização é de 17% face ao preço alvo de 11,80 euros.

«Numa altura de grande volatilidade, a Brisa pode atrair a atenção dos investidores dado o seu perfil conservativo e muito estável do «cash-flow». Para além disso, o tráfego tem estado a recuperar nos últimos trimestres», sustentam. Para os especialistas, outro catalizador é o facto de a empresa estar bem posicionada para captar novas oportunidades de investimento. «Recentemente, a Abertis reforçou a sua posição na Brisa para os 14,8%, aumentando a especulação da Brisa ser um possível alvo», consideram.

Cimpor: O preço alvo definido é de 7,90 euros, com um potencial de 29% e uma recomendação de «comprar».

O Caixa BI diz que a empresa está em crescimento e que ainda há «alguns capítulos da sua história para serem escritos. A sua visão é ambiciosa (além fronteiras), apesar de sustentável. Os investimentos previstos em vários mercados são a sua chave de sucesso. A presença em 13 países diminui a exposição a uma fase menos favorável para o sector da construção».

Jerónimo Martins: Com um potencial de valorização de 13% (preço alvo de 6,20 euros), o banco recomenda «acumular».

Os analistas têm em conta que a área de retalho tem tido uma performance «remarcável», confirmando assim o sucesso do reposicionamento implementado nos últimos anos. «A Biedronka tem sido a estrela do grupo, ao demonstrar melhorias nos níveis de venda e nas margens e vai continuar a estar na ribalta este ano. Pensamos que a expansão prevista em Portugal e na Polónia pode impulsionar o comportamento operacional da empresa», comentam.

PT Multimédia: a recomendação de «comprar», vem acompanhada por um preço alvo de 11,05 euros (potencial de 22%).

Depois do «spin-off», o banco diz que a nova administração está «finalmente livre de constrangimentos para implementar um plano de negócios ambicioso que poderá permitir concentrar esforços na criação de valor». Aqui, o dividendo será muito aliciante e a acção poderá em 2008 centrar as atenções dos investidores, entre as restantes empresas do sector.

Sonaecom: Com um preço alvo de 5,10 euros e com o maior potencial de todos os títulos escolhidos (67%), os analistas do Caixa BI aconselham a «acumular».

Para os especialistas, as recentes aquisições têm demonstrado claramente o enfoque da administração na criação de valor. «A Sonaecom tem repetido que está interessada em todas as oportunidades de consolidação em Portugal, pelo que há fortes possibilidades de fusões e aquisições em 2008 que, na nossa opinião, será o condutor das acções», adiantam.

Quanto a 2007, cujo crescimento do PSI20 foi de 16,3% (face a 30% em 2006), o Caixa BI sublinha que o ano foi suportado sobretudo pelos ganhos da Jerónimo Martins, EDP, Galp Energia e Portugal Telecom.

As acções da Altri seguem a perder 8,82% para os 4,24 euros, as da Brisa recuam 1,51% para os 9,80 euros. A Cimpor cai 3,13% para os 5,57 euros e a Jerónimo Martins derrapa 4,57% para os 5,01 euros. Já a PTM desliza 0,88% para os 8,97 euros e a Sonaecom desvaloriza 2,40% para os 2,85 euros. (AF)

Iberdrola Renovables

A Iberdrola avaliou a sua unidade de energias renováveis até 29,6 mil milhões de euros, anunciando que as acções vendidas na oferta pública de venda inicial (IPO) terão um valor entre os 5,3 e os 7 euros. Este valor supera o esperado pela maioria dos analistas e deverá ser a maior entrada em bolsa de sempre em Espanha.

A Iberdrola pretende vender 20% da sua unidade de energias renováveis em bolsa por um preço entre os 5,3 e 7 euros a acção. Estes valores para a OPV avaliam a Iberdrola Renovables entre 22,4 e 29,6 mil milhões de euros e permitirão um encaixe à eléctrica espanhola entre os 4,5 e 5,9 mil milhões de euros.

A operação, a maior de sempre na praça espanhola, deverá acontecer em Dezembro. Os investidores institucionais ou qualificados não residentes em Espanha terão direito a 65% do número total de acções vendidas na OPV. A Iberdrola vai vender um total de 844,8 milhões de acções da sua unidade ao mercado.

Recorde-se que a EDP pretende fazer uma operação semelhante no próximo ano, sendo que o mercado estava à espera dos valores do IPO da Iberdrola Renovables.

As acções subiu 0,52% para 11,65 euros. (JN)

Novabase regressa à lista do BCP

A Novabase voltou a integrar a lista das empresas nacionais com maior potencial de valorização, realizada pelo Millennium bcp investimento. Com um “upside” de 32%, a tecnológica substitui a Cofina na quinta posição do “ranking” que continua a ser liderado pela Sonae Indústria.

O banco de investimento atribui um preço-alvo de 4,25 euros a cada acção da Novabase [Cot]. Valor que face à cotação do fecho de sexta-feira passada, de 3,60 euros, representa um potencial de valorização de 32%.

Pela segunda semana consecutiva, a liderança da lista do Millennium bcpi volta a ser ocupada pela Sonae Indústria [Cot] com um preço-alvo de 12,40 euros. A empresa tem assim um “upside” de 57%, calculado a partir da cotação de 16 de Dezembro (7,92 euros).

Segue-se a Portucel [Cot], cujas acções têm uma margem de progressão a longo prazo de 52% face a um “target” estimado em 3,65 euros. A Semapa [Cot] surge na terceira posição da lista, com um potencial de subida de 45% e logo depois está a Sonaecom [Cot]

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