Os ‘spreads’ praticados em Portugal por 13 bancos
A escalada dos custos do crédito não tem fim à vista. Saiba os ‘spreads’ praticados pelos bancos a operar em Portugal.
CGD
O banco liderado por Faria de Oliveira foi um dos que menos agravamentos efectuou nos ‘spreads’ desde o início do ano. E é aquele que pratica os valores mais baixos no conjunto das cinco maiores instituições a operar em Portugal.
BCP
Foi uma das Linstituições que mexeu nos ‘spreads’ no último mês. Neste momento, o banco de Carlos Santos Ferreira é aquele que tem o ‘spread’ mínimo mais alto do mercado: 2,25%. Mas baixou o ‘spread’ máximo dos 4,75% para os 4%.
BES
O BES juntamente com o Crédito Agrícola foi uma das instituições portuguesas que mais subidas realizou nos ‘spreads’ no espaço de cinco meses.
BPI
O banco liderado por Fernando Ulrich pratica um ‘spread’ mínimo alinhado com o resto do mercado (2%). Já os clientes com maior perfil de risco estão sujeitos a um ‘spread’ superior a 5%.
Totta
No passado, o Santander Totta tinha os ‘spreads’ mais competitivos entre os cinco maiores bancos. No entanto, as diferenças têm vindo a esbater-se. Apesar de tudo, o Totta continua ter um dos ‘spreads’ máximos menos gravosos.
Montepio
O banco liderado por Tomás Correia segue a mesma tendência e também tem subido o valor dos ‘spreads’, principalmente o spread mínimo que subiu dos 1,4% em Dezembro do ano passado para os actuais 2,15%.
Crédito Agrícola
Entre os bancos portugueses, o Crédito Agrícola é um dos que mais ajustes tem feito nos ‘spreads’. Desde Dezembro, subiu o ‘spread’ mínimo dos 1,4% para os 2,05% e o ‘spread’ máximo dos 3,5% para os actuais 5,1%.
Banif
Foi o primeiro banco a propor os 2% como o ‘spread’ mínimo para a concessão de crédito à habitação. Desde o início do ano tem feito poucos ajustes e sempre centrados no ‘spread’ máximo, aplicado aos clientes com maior perfil de risco.
Barclays
O Barclays na última revisão baixou ligeiramente o ‘spread’ mínimo de 1,55% para 1,50%. Os valores previstos no seu preçário são inferiores à média praticada pelas restantes instituições no mercado nacional.
Banco Popular
O Banco Popular é neste momento o banco que tem o ‘spread’ mínimo mais baixo : 1%. Para ter acesso a este ‘spread’ terá de possuir um rácio financiamento/garantia (LTV) de 50%, subscrever seis produtos ou serviços, entre outras condições.
Deutsche Bank
Entre os 13 bancos analisados o DB e o BBVA são os bancos que mais subiram os ‘spreads’ desde o início do ano, aproximando as suas condições do resto do mercado. Em cinco meses, mais do que quadruplicou o ‘spread’ mínimo e duplicou o ‘spread’ máximo.
BBVA
À semelhança do DB, também o BBVA mais que quadruplicou o valor do ‘spread’ mínimo desde o início do ano. Além disso, o banco espanhol prevê o ‘spread’ máximo mais alto do mercado.
Caixa Galicia
Contrariando todas as tendências, a Caixa Galicia poucos ajustes tem feito no seu preçário e é a instituição que cobra os ‘spreads’ mais baixos do mercado: 1,1% para os melhores clientes e 2,7% para os clientes com maior perfil de risco.
Literacia financeira em Portugal
Desde que o capitalismo passou a caracterizar a sociedade contemporânea que o consumismo é incentivado, e em geral muito para além das possibilidades económicas de cada um.
De facto, o maior problema da maioria dos portugueses não é a forma como ganha ou pode ganhar dinheiro, mas sim o modo como o gasta. E aqui entra o défice de literacia financeira intrínseco à sociedade actual. Na escola não é ensinado o real do valor do dinheiro, nem muito menos o que significa os conceitos de activo e passivo. cont.(JN)

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