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Faliram 14 empresas por dia no ano passado

Houve um aumento de 0,9% na criação de empresas. Janeiro foi o mês mais empreendedor.

No ano passado, mais de cinco mil empresas não conseguiram resistir à crise. As dificuldades económicas forçaram 14 empresas por dia a fecharem portas, o que ajuda a explicar os valores históricos da taxa de desemprego em Portugal.

Apesar de se ter registado um aumento de 15,6% face a 2009, este valor representa uma desaceleração face ao aumento de 36,2% registado em 2009, ano em que os efeitos da crise financeira se fizeram sentir com mais intensidade no tecido empresarial português.

De acordo com os dados da Coface, ontem divulgados, o Porto, à semelhança de anos anteriores, continua a ser o distrito mais afectado com 1217 empresas que declararam falência, cerca de 23,7% do total nacional, seguido de Lisboa com 18,7% das falências (962). Em terceiro lugar surge Braga, onde 827 empresas cessaram actividade, ou seja, 16,1% do total de insolvências, um desempenho que se explica pela importância do sector têxtil nesta região. A fileira da moda, que inclui as empresas do têxtil, vestuário e calçado, é uma das mais afectada com um peso no total das insolvências de 12,4%

 

Risco de crédito da Europa não pára de subir

A incerteza quanto aos efeitos da crise soberana da zona euro está a aumentar o risco de crédito dos agentes da região.

O preço dos seguros que protegem os investidores contra o eventual incumprimento das maiores empresas europeias está hoje a subir 6% e, pela primeira vez, o risco das obrigações soberanas europeias é superior ao risco das obrigações de mercados emergentes.

De acordo com o índice Markit iTraxx Europe, que acompanha a evolução dos ‘credit default swaps’ (CDS) das obrigações a 5 anos das 125 companhias europeias com o ‘rating’ de risco de crédito mais elevado, está hoje a subir 6% depois de ontem ter valorizado 2,28%.

Este índice é uma referência do custo de protecção das obrigações contra um eventual incumprimento do emitente e uma valorização do índice aumenta o sinal de percepção de deterioração por parte dos investidores sobre a qualidade do crédito das empresas visadas.

No mesmo sentido segue o risco das obrigações soberanas dos países da Europa Ocidental que, pela primeira vez, é mais elevado que o risco dos títulos de dívida dos países emergentes.

“Os receios acerca da periferia [da zona euro] estão a puxar para baixo a Europa Ocidental”, referiu Harpreet Parhar, estratega do Credit Agricole à Bloomberg, frisando que “os mercados emergentes têm histórias de crescimentos sólidos e não estão directamente expostos aos assuntos da periferia.”

 

A crise segundo “Einstein”

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro.
“Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
Albert Einstein
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