Banca debaixo de fogo
As acções da banca estão a negociar pressionadas pela expectativa de virem a ter de aumentar capital, depois de ter sido decidido que iriam ter de aplicar um desconto às obrigações que pretendem deter até à maturidade equivalente a 50% do seu valor nominal.
Isto poderá levar alguns bancos a procederem a aumentos de capital para satisfazerem a exigência de 9% em 2011 e de 10% em 2012, mesmo depois de terem aumentado capital e reduzido a dimensão das carteiras de crédito no último ano.
Em reacção às decisões tomadas pelos líderes europeus, Fernando Ulrich lembrou que o rácio de capital do BPI, de 9%, já incorpora uma redução do valor da dívida grega de 21%.
O líder do BCP, Carlos Santos Ferreira, disse que pretende “considerar todas as opções possíveis” para se reforçar capitais, enquanto Ricardo Salgado, disse ir o seu banco vai procurar “não recorrer ao Estado” para se aumentar o capital.
As acções do BCP recuam 3,75% para negociar nos 0,154 euros por acção e chegaram mesmo a perder 4,37% para os 0,153 euros. Um valor que compara com anterior mínimo de 0,156 euros em que negociara, pela última vez, no passado dia 26 de Outubro.
Já o Banco BPI perde 4,72% para 0,525 euros por acção e já chegou a fixar um preço mínimo recorde ao desvalorizar 5,81% para negociar nos 0,519 euros por acção. O anterior mínimo também foi fixado no dia 26 de Outubro e era de 0,53 euros.
Juro grego bate novo recorde nos 26%

Os investidores já estão a descontar um cenário de reestruturação da dívida grega.
Continua a pairar o fantasma da necessidade de reestruturar a dívida da Grécia. Perante essa incerteza, os juros das Obrigações do Tesouro (OT) helénicas estão hoje a subir em praticamente todas as maturidades, com destaque para a dívida a dois, cuja ‘yield’ superou hoje a fasquia dos 26% (26,264%), um novo máximo do pós-euro.
“Os rumores sobre a reestruturação ou recalendarização da dívida grega não vão desaparecer”, disse à Bloomberg Marc Ostwald, responsável pela carteira soberana da Monument Securities. “Enquanto ninguém conseguir assegurar que tal não vai acontecer, os mercados vão continuar a subir mais e mais o preço”, frisou.



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