Risco de crédito da Europa não pára de subir
A incerteza quanto aos efeitos da crise soberana da zona euro está a aumentar o risco de crédito dos agentes da região.
O preço dos seguros que protegem os investidores contra o eventual incumprimento das maiores empresas europeias está hoje a subir 6% e, pela primeira vez, o risco das obrigações soberanas europeias é superior ao risco das obrigações de mercados emergentes.
De acordo com o índice Markit iTraxx Europe, que acompanha a evolução dos ‘credit default swaps’ (CDS) das obrigações a 5 anos das 125 companhias europeias com o ‘rating’ de risco de crédito mais elevado, está hoje a subir 6% depois de ontem ter valorizado 2,28%.
Este índice é uma referência do custo de protecção das obrigações contra um eventual incumprimento do emitente e uma valorização do índice aumenta o sinal de percepção de deterioração por parte dos investidores sobre a qualidade do crédito das empresas visadas.
No mesmo sentido segue o risco das obrigações soberanas dos países da Europa Ocidental que, pela primeira vez, é mais elevado que o risco dos títulos de dívida dos países emergentes.
“Os receios acerca da periferia [da zona euro] estão a puxar para baixo a Europa Ocidental”, referiu Harpreet Parhar, estratega do Credit Agricole à Bloomberg, frisando que “os mercados emergentes têm histórias de crescimentos sólidos e não estão directamente expostos aos assuntos da periferia.”
Gostava de ser rico
Vejamos. Se eu trabalhar muito e for bem remunerado, porque sou um profissional competente, trabalhador, diligente e dedicado, a minha taxa marginal de imposto pode ser de 42%. Isto é, por cada €100 euros de rendimento proveniente de trabalho adicional que se obtém por prolongar os horários de trabalho, por aumentar as competências e o meu bom desempenho técnico em detrimento do lazer ou do convívio com a família ou amigos, o Estado tributa-me €42 de imposto sobre o rendimento.
João Duque , professor catedrático do ISEG


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