Valorização da habitação no Algarve

Valorização da habitação no Algarve é o triplo de Lisboa e Porto

A valorização da habitação no Algarve foi mais de três vezes superior à registada nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto em 2006, ano de abrandamento do crescimento, segundo dados hoje divulgados pela Imométrica.

Pedro Latoeiro com Lusa

O índice da empresa de estatística, hoje divulgado à margem de uma conferência organizada pela Century 21, indica que no ano passado o preço da habitação aumentou 6,2 por cento no Algarve, quando a média do continente, para novos e usados, foi de 2,1 por cento.

Os usados algarvios foram os que mais valorizaram – 7,2 por cento – enquanto que o preço dos novos na mesma região cresceu 4,8 por cento.

O aumento surge apesar de forte crescimento da oferta no Algarve, que terá ascendido a 31 por cento entre 1995 e 2005, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), os novos valorizaram 1,9 por cento e os usados 1,7 por cento.

No Porto, a média foi de 1,7 por cento – 2 por cento para os novos e 1,5 por cento para os usados.

Falando numa conferência sobre o sector promovida pela Century 21, Ricardo Guimarães, da Imométrica, afirmou hoje que “o mercado tem resistido à pressão” das variações na oferta, destacando o “melhor desempenho” das casas novas, em relação às usadas.

Portugal tem já 500 fogos por cada 1.000 habitantes, uma das médias mais elevadas entre os países da União Europeia.

Lisboa, Oeiras e Cascais apresentam, por esta ordem, os preços mais elevados na Área Metropolitana da capital, no índice da Imométrica.

Sintra é o concelho menos valorizado (1.573 euros por metro quadrado) na linha de Cascais, com perto de 14 por cento de habitação nova por ano.

O número de imóveis novos em Cascais é perto de três vezes superior, mas a procura mostra estar quase colada à oferta, ao contrário do verificado em Sintra e, sobretudo, Oeiras, onde é significativamente inferior.

Em Lisboa, a percentagem de nova habitação promovida é de 18 por cento actualmente, inferior à média da Área Metropolitana, e apesar de registar os preços por metro quadrados mais elevados (cerca de 2.400 euros), a oferta está ajustada à procura.

O Serviço de Informação Residencial é elaborado a partir de dados fornecidos mais de 60 empresas imobiliárias de promoção (como Somague, Bouygues, Amorim), mediação (Abacus, CB Richard Ellis, Jones Lang LaSalle, Century 21) e avaliação (Colliers P&I, Luso-Roux).

Na conferência imobiliária de hoje, dedicada a Cascais e Oeiras, Ricardo Sousa, responsável da Century 21, estimou que perto de 60 por cento das transacções de imóveis em Portugal ainda fogem ao negócio das mediadoras.

Estas perto de 70 mil vendas anuais – feitas pelos próprios ou “freelancers” – representam, afirmou, um volume de negócios anual próximo de 15,4 mil milhões de euros, tendo em conta os actuais preços médios de venda.

A actividade está a ser penalizado pela “má imagem” que os profissionais do sector ainda têm, pelo que estes devem reforçar a cooperação entre si, promovendo boas práticas, defendeu o mesmo responsável.

About João Monge Ferreira

Desejo que cada uma das pessoas empreendedoras que estão dentro de empregos desalinhados com os seus talentos, conquistem a liberdade para abrirem seus próprios negócios.

Posted on 2007/02/01, in A Vida e a Guerra, A Voz do Guerreiro. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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