Há 20 anos. Da ‘feira’ à frieza do computador

Da ‘feira’ à frieza do computador ABÍLIO DE SOUSA, administrador da LJ Carregosa

Quando a Bolsa funcionava num dos mais nobres espaços de Lisboa, no Terreiro do Paço, não havia sistemas electrónicos centralizados que permitissem registar as transacções. As ordens de compra e venda eram registadas à mão num quadro e as acções transmitidas fisicamente de uns investidores para os outros. Era uma altura em que os investidores se concentravam à entrada das instalações e tinham até lugar sentado numa espécie de anfiteatro, onde podiam dar ordens aos corretores. Tensão entre corretores não faltava, apesar de o número de transacções ser reduzido e por isso havia um ‘árbitro’ para controlar as sessões. Os quatro corretores que actuavam na Bolsa de Lisboa no final de 1986 tinham uma importância que hoje não têm. Abílio de Sousa era um desses corretores, outro era Pedro Caldeira. Lembra os tempos em que a Bolsa mais parecia uma feira, em que o convívio era grande, longe das salas de mercados onde são hoje transmitidas as ordens. Começou a trabalhar como corretor em 1968.

DANIEL MATOS, director do BIG e responsável pela negociação

Quando Daniel Matos começou a trabalhar no mercado de capitais, em 1998, já as negociações eram informatizadas e o sistema de acesso à Bolsa estava centralizado. O contacto com os clientes era feito, regra geral, por telefone e as comissões de corretagem altíssimas, quando comparadas com as actuais. Com a democratização do acesso à Bolsa e a difusão da informação em tempo real, os investidores tornaram-se mais informados e exigentes. Esperam uma capacidade de reacção rápida face à realidade e opiniões fundamentadas. Hoje podem dar ordens directamente através da Internet. Actualmente, a Bolsa é controlada por uma sociedade gestora de mercados multinacional, a Euronext, e há legislação que permite a existência de concorrência, quer de outros mercados quer de intermediários financeiros. Está confinada a um escritório no meio da Avenida da Liberdade, em Lisboa, depois de se ter concretizado a fusão entre a bolsa de valores de Lisboa e a bolsa de derivados do Porto.

About João Monge Ferreira

Desejo que cada uma das pessoas empreendedoras que estão dentro de empregos desalinhados com os seus talentos, conquistem a liberdade para abrirem seus próprios negócios.

Posted on 2007/10/22, in A Alma do Guerreiro, A Arte, A Vida e a Guerra, A Voz do Guerreiro, Acções Nacionais and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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