Category Archives: A Vida e a Guerra

Tudo é Economia

Pelo tom de Passos Coelho à saída de Belém, já se percebeu que:

a) não há solução nenhuma;

b) a bola passou para as mãos de Cavaco. Toda a contra-informação noticiosa do dia foi obra de apparatchiks do PSD. Com isto tudo, o PR adiou para a próxima segunda-feira uma audição aos partidos políticos.

Ataque pirata lança pânico em Wall Street

Ataque pirata lança pânico em Wall Street e revela nova frente do ciberterrorismo

“Duas explosões na Casa Branca, Obama ferido.” Com este simples tweet da Agência Associated Press (AP), terça-feira, o pânico instalou-se nas bolsas, sobretudo em Wall Street. Replicada na rede centenas de vezes em segundos, a informação provocou a queda do índice bolsista de Nova Iorque em 145 pontos, quase um por cento, durante dois minutos. O índice S&P 500 caiu igualmente um por cento, durante três minutos, “limpando” nesse período 136,5 mil milhões de dólares (104,8 mil milhões de euros) de acordo com a agência Reuters.
 
Após o susto e o desmentido – o tweet foi afinal um ataque pirata – o Dow Jones e o S&P 500 recuperaram, embora sem chegar até aos níveis onde se encontravam anteriormente.

A coincidência com o atentado bombista na maratona de Boston, há uma semana, reforçou sem dúvida o primeiro instante de credibilidade da informação e explica em parte a reação de pânico bolsista. Nas horas seguintes ao ciber-ataque, com algum alívio, a rede mundial foi invadida por um sem número de piadas e de notícias improváveis lançadas sob a hashtag #AP tweets. Houve quem perguntasse à AP, nomeadamente, se tinha contratado jornalistas da CNN, já que esta cadeia de televisão se havia precipitado a semana passada a informar que um dos autores dos atentados de Boston estava detido, tendo depois de se desmentir.

Mas o aviso fica feito: os ciber-ataques estão em crescendo e começam a por em causa, de forma séria, todo o sistema de troca de informações em que se baseia grande parte da sociedade ocidental.

“A sociedade reticular impõe dois pontos de partida radicalmente diferentes da experiência da sociedade, condicionada pela geografia, em que a nossa cultura tem alicerces,” confirma o jornalista Paulo Querido.

“São eles, primeiro, o facto de que tudo o que pomos na rede deixa de ser nosso e perdemos o controlo sobre o respetivo percurso; segundo, todos os sistemas em rede são inseguros por definição” acrescenta.

O mundo de informação digital reflecte aliás conflitos pré-existentes e o controle dos dados é cada vez mais uma autêntica arma. Até no nome que assumem, os autores do ciber-ataque de terça-feira afirmam que estão em guerra.

A autoria do tweet foi reivindicada, igualmente através do Twitter, pelo Exército Eletrónico Sírio (Syrian Electronic Army – SEA) que afirma apoiar o Presidente sírio Bashar al-Assad.
Ataques aumentam
Em poucos meses o grupo alcançou aliás um bom palmarés de ataques informáticos aos media e às agências de informação.

Em fevereiro, a SEA publicou várias fotografias e documentos na conta twitterde fotos da Agência France Press (AFP) @AFPPhoto, obrigando a AFP a suspendê-la. Reivindica ainda ciber-ataques às contas da Sky News Arabia e da Al-Jazeera Mobile.

Sábado passado, as contas twitter da televisão americana CBS foram igualmente pirateadas, num ataque não reivindicado mas cujos moldes indicam igualmente a SEA.
A “frente” eletrónica
Os perigos do funcionamento em rede e da partilha de dados eletronicamente são muito reais. “Quedas em bolsa e confusão financeira não são do reino da especulação: são do nosso mundo. E mais frequentes do que imaginamos”, comenta Paulo Querido.

“Limpo,” distante e brutalmente eficiente, o ciberterrorismo está a crescer, até porque, à medida que aumenta a complexidade da rede a segurança fica mais complicada de assegurar.

“A segurança informática é um campo onde não há certezas,” comenta Paulo Querido. “O que está ao nosso alcance, o que devemos interiorizar e colocar em prática, é por um lado reduzir a probabilidade de ocorrência e por outro construir mecanismos que minimizem o impacto desses incidentes.”

“Alterar os dados financeiros de uma empresa concorrente não deve ser visto como uma possibilidade no futuro, mas como algo que já sucedeu”, acrescenta o jornalista, a quem não custa imaginar cenários como um ataque terrorista contra meios de transporte através de um ataque cibernauta em vez de bombas.

“Desde que (em sistemas de navegação-satélite como o Galileu ou o GPS) os respetivos sistemas de orientação estejam, ainda que indiretamente, expostos à Internet, será possível fazer cair um avião, descarrilar um comboio, fazer chocar navios ou lançar o caos nas auto-estradas”, admite Paulo Querido.
Descredibilização
Outro elemento terrorista é a descredibilização das instituições em que a sociedade ocidental está alicerçada.

Expôr segredos de Estado, como faz o Wikileaks, ou atacar o sistema de mercado, publicando playlists de música comercial ou forçando o encerramento das operações bancárias e financeiras online, como já fez o grupo de piratas informáticos Anonymous, são ações muitas vezes aplaudidas pelo público.

Desacreditar as fontes de informação, como os media, aproveitando a vertigem da velocidade da informação e as redes sociais, parece ser uma nova frente de ataque.
O ataque via Twitter
tweet desta terça-feira foi transmitido pouco depois das 13h00 (17h00 GMT) através da conta principal da agência de notícias americana, a @AP, que tem mais de 1,9 milhões de seguidores.

Dezenas deles encontravam-se na própria Casa Branca e receberam-no com incredulidade. Nos gabinetes de imprensa, a poucos metros da Sala Oval onde trabalha Barack Obama, nada se tinha, naturalmente, ouvido, pelo que só podia ser mentira.

Às 13h15, a própria responsável da AP na Casa Branca, Julie Pace, teve de repor a verdade em conferência de imprensa, ao lado de Jim Carney, o porta-voz de Obama.

“Tudo o que tenha sido enviado sobre este incidente é falso,” afirmou Pace. Ao seu lado, Jim Carney agradeceu e confirmou que “o Presidente está bem. Estive agora mesmo com ele.” Pouco depois foram transmitidas imagens de Obama no Jardim das Rosas, com estudantes.
Tentativas de phishing
A Agência Associated Press emitiu por seu lado um comunicado, admitindo o ataque informático. “A conta twitter da @AP foi pirateada. O tweet sobre um atentado à Casa Branca é falso.”

A AP afirma igualmente que o ataque se seguiu após várias tentativas dephishing aos seus servidores.
Phishing (adulteração da palavra inglesa para pesca) é uma forma de obter ilegalmente acesso a dados eletrónicos, como senhas e identificação pessoal ou bancária, de forma a adquirir de forma fraudulenta o acesso a contas online, a servidores ou a computadores, de um dado indivíduo ou organização.

O pirata informático envia habitualmente e-mails, SMS ou perfis mascarando-se de instituições fidedignas para obter estes dados.
As ações de phishing incluiram igualmente  tentativas de roubo daspasswords dos seus jornalistas.

Um deles, Mike Baker, escreveu na sua própria conta twitter que “o ataque com@AP surgiu menos de uma hora depois de termos recebido um e-mail dephishing impressionantemente bem disfarçado.”

A Agência noticiosa afirma que a sua conta @AP_Mobil, para telemóveis, também foi pirateada e anunciou que todas as suas contas na rede Twitter foram suspensas para verificações de segurança.

O porta-voz da Agência disse também que está a trabalhar com os responsáveis da Twitter para perceber o que se passou.

O FBI, a Agência Federal de Investigação norte-americana, assegura que vai também investigar este ciber-ataque.

Graça Andrade Ramos, RTP

A revolução que aconteceu na internet – A internet no imobiliário

Gerir mais e melhor informação para responder aos desafios.

Assistimos a uma evolução do mercado, num ambiente altamente concorrencial,  com necessidade de investimento em quantidade de ativos humanos, que na maioria dos casos se tornaram excedentes.
Muitas estruturas empresariais foram mantidas com modelos organizacionais obsoletos e prisioneiras de hábitos desajustados às novas dinâmicas de negócio.

O mundo mudou, a sociedade transformou-se e a forma de fazer negócios também. Competir num mercado onde a informação circula em múltiplas camadas e meios a ritmos alucinantes, causa novas dificuldades e desafios às empresas e aos profissionais de todos os sectores de atividade e o imobiliário não é exceção.

 

A revolução que aconteceu na internet

CRM

A internet veio trazer um “empowerement” do cliente, capacitando-o de fontes de informação acessíveis e gratuitas. Na revolução denominada 2.0 estreitaram-se os canais de comunicação entre as pessoas e surgiram novas plataformas que potenciam o protagonismo de cada uma, criando novas tendências de agregação social, onde se invertem as regras da cadeia de valor.

A título de exemplo verificou-se na Europa, na última década, um crescimento de utilizadores de internet superior a 390%, atingindo uma taxa de penetração na população de cerca de 63% num universo populacional estimado de 820 milhões de habitantes (World Internet Usage and Population Statistics – June 30, 2012 – internetworldstats.com).  Foram contabilizados no mundo em dezembro de 2011 cerca de 555 milhões de sites ativos (Internet 2011 in numbers – pingdom.com).

Neste cenário tornou-se imperativo para qualquer negócio, estar presente no mundo digital encarando-o de uma forma séria e profissional, com a perspetiva de desenvolver uma verdadeira estratégia de comunicação. Temos cada vez mais utilizadores ligados à rede de informação e entre si.  Estabelecem-se novos hábitos de vida e de consumo baseados em auto-aquisição de conhecimento e recolha de opiniões. Qualquer que seja o tema: empresas produtos, serviços… o utilizador pesquisa, o Google responde e os amigos opinam! Não será difícil encontrar casos de clientes que muitas vezes tê, mais conhecimento do produto do que o próprio vendedor.

O Facebook por exemplo, regista na Europa um número de cerca de 251,5 milhões de utilizadores sendo em finais de agosto de 2012 o continente com mais utilizadores registados nesta rede social atualmente ultrapassado pela Ásia.  Em Portugal o número total de inscritos no Facebook ascende aos 4,7 milhões com uma taxa de penetração de quase 86% dos utilizadores de internet do nosso país (socialbakers.com).
A internet no imobiliário

Internet
O setor imobiliário é uma das áreas de negócio que mais utiliza a internet para divulgação dos seus produtos, e cujos resultados atingem importância de tal ordem, que muitas empresas já baseiam a quase totalidade da sua comunicação na rede, como meio de captar clientes.  No entanto este nível de retorno  não é aplicável a todas as empresas de forma linear.
Assiste-se ainda no setor imobiliário, a um grande alheamento do real propósito e potencial da rede internet. A maioria dos profissionais entende a internet como mais uma montra de exposição de produto, utilizando-a de forma empírica e sem cuidado, dando prioridade à quantidade de exposição sem preocupação com a qualidade da informação a expor.

Os clientes que atualmente procuram um imóvel, não se interessam por informações deficientes e mal concebidas, que lhes causam dúvidas e não lhes inspiram confiança. Os clientes interessam-se mais por boas foto-reportagens, acompanhadas por textos mais centrados nos benefícios  que o imóvel lhes pode proporcionar do que apenas na descrição das suas características.

Requalificar ativos humanos e investir em tecnologia verdadeiramente útil
Para produzir efeitos positivos no negócio é necessário que cada empresa repense a sua forma de comunicar, e que a orientação dos seus profissionais seja realinhada com as novas exigências dos clientes. As organizações devem proceder à requalificação dos seus ativos humanos e tecnológicos, selecionando novas e atuais ferramentas de trabalho para a gestão e organização, que permitam responder de forma ativa e assertiva aos desafios do mercado.

Elaborar um plano de ação orientado para o sucesso requer que cada empresa efetue uma mudança estrutural, substituindo softwares de simples publicação de imóveis e gestão local obsoletos, por ferramentas de CRM (Gestão de Relacionamento com Clientes) de arquitetura internet e orientados para a mobilidade. Este conjunto de ferramentas vai potenciar a empresa e as equipas de trabalho: gestão, marketing e força de vendas, com acesso em tempo real a mais informação, em qualquer lugar e a qualquer hora, reduzindo o risco de perda de oportunidades e garantindo uma maior otimização de recursos.

Esta abordagem irá permitir criar e encadear novos fluxos de informação e comunicação, multiplataformas e multimeios, produzindo e replicando, a partir de uma plataforma única e estruturada, uma mais ampla e coerente presença no mundo digital.

São muito escassas as possibilidades de sucesso se não forem adotadas estratégias de divulgação de informação através da articulação de meios como sites internet, acessíveis simultaneamente a computadores de secretária, tablets e smartphones, altamente cuidados ao nível de design e otimizados para indexação em Google tirando partido do melhor posicionamento nos resultados orgânicos das pesquisas; páginas em redes sociais principais como o Facebook, Twitter e Linkedin e ainda canais de vídeo como o Youtube.

Devem considerar ainda o poder do E-mail Marketing, que representa hoje o principal meio de comunicação escrita.
Na plataforma de Gestão Imobiliária e CRM vai poder manter atualizadas as suas listas de e-mails de clientes e demais bases de contactos que pretenda trabalhar, construir automaticamente as suas newsletters ou boletins informativos e ainda proceder ao seu envio. O potencial de retorno deste tipo de ferramentas é elevado na medida em que manifesta uma atitude proativa da empresa com enfoque no cliente e no que realmente lhe interessa.
A empresa passa a ser o motor do seu próprio negócio, orientada para a procura das suas oportunidades em vez de estar à espera que estas lhe batam à porta.

 

CRM, satisfazer e fidelizar o cliente

CRM

É nesta abordagem e orientação para o cliente que residem os princípios estruturais de uma estratégia de sucesso.  A oportunidade com origem num determinado meio é criada primariamente por uma motivação e seguida da necessidade de satisfação de um cliente. Logo o centro da atenção deve ser o cliente e não a oportunidade em si.  Quantas vezes o cliente solicita informação de um determinado produto e na realidade vai interessar-se por outro. Aqui a empresa deve ter na sua ferramenta de CRM todas as funcionalidades que lhe permitam obter dados importantes para fazer um acompanhamento eficiente, satisfazer a necessidade do cliente e fidelizá-lo aos seus serviços.  Esta construção de relacionamento é indiscutivelmente algo que todos procuram fazer mas poucos conseguem manter.

Derrocada na bolsa: banca afunda 9%

O índice português (PSI20) desvalorizou 3,54 por cento para 5.587,13 pontos, com 19 das 20 empresas cotadas no vermelho. Registou, por isso, a pior performance no Velho Continente, nesta que foi também a pior sessão desde setembro de 2011.

O setor da banca foi o mais fustigado. O BCP afundou 8,79% para 0,083 euros (novo mínimo de 8 de Janeiro), o BES derrapou 8,78% para 0,696 euros (valor de fecho mais baixo desde 16 de Outubro), o Banif tombou 5,98% para 0,110 euros (é preciso recuarmos a Junho do ano passado para alcançarmos este valor) e o BPI cedeu 4,38% para 0,917 euros (cotação mais baixa desde 17 de Dezembro).

Ser Empreendedor… Empreendedores em Rede

Ser Empreendedor…

Atualmente, ter atitude empreendedora é fundamental. Não podemos ficar parados. Precisamos tentar, testar, praticar, executar. Só assim é possível superar as atitudes medianas e moderadas ao reproduzir as mesmas coisas.

 Toda conquista tem uma pessoa empreendedora por trás que se arriscaram ao fazer perguntas e a buscar respostas e caminhos que outros não seguiram. Isso é ser empreendedor. É fazer diferente.

Ser empreendedor não é apenas ter coragem e talento para abrir um negócio próprio. Empreender é praticar, tentar, pôr em execução, isto é, trata-se de uma ação sem objeto previamente definido.
Empreendedores 1
João Monge Ferreira
Empreendedores em Rede
https://www.facebook.com/empreendedoresemrede

Chineses dão valorização acima de1,5% ao PSI-20

bolsasjapao

Chineses dão valorização superior a 1,5% à bolsa nacional

O interesse da Three Gorges na participação estatal na EDP deu gás à sessão de hoje em Lisboa. O índice da bolsa nacional marcou uma subida acima das congéneres da Europa e a maior das duas últimas semanas, beneficiando também do regresso da especulação em torno da fusão entre a Zon e a Sonaecom.

Zon dispara mais de 10% com Goldman Sachs a subir preço-alvo

A cotada que tem estado envolvida em especulação relativa a uma fusão com a Sonaecom disparou mais de 10% em bolsa, depois de o Goldman Sachs ter incorporado o impacto do eventual movimento de concentração.

Qual é o seu preço por hora?

Fica bem, trabalhar muitas horas para ficar bem visto pela sociedade. Mas, visionário e mais inteligente, é aquele que consegue trabalhar metade do seu tempo e ganhar três vezes mais.

O dia tem 24 horas, e o nosso preço por hora é igual ao que facturamos num dia, dividido por 24 horas. Se o dia não cresce em horas, só nos resta duas coisas: aumentar a nossa rendibilidade, ou seja, horas trabalhas versus dinheiro recebido, ou pôr o dinheiro a trabalhar por nós.

Começando pelo aumento da nossa rendibilidade, temos de conseguir, primeiro, definir aquilo que é o mais difícil nos tempos de hoje: prioridades. Não podemos dedicar o nosso tempo a tudo, temos de saber onde dedicá-lo porque ele vale euros, por cada segundo que passa. Faça este exercício: some todas as suas despesas do mês (casa, alimentação, carro) e veja qual o seu custo/hora, e verá que o seu preço/hora é importante. Isto quererá dizer que apenas para cobrir as suas despesas terá de facturar o valor do seu custo, e para começar a enriquecer terá de superar esse valor, e quanto mais o superar, mais rico ficará, mas para isso tem de saber gerir prioridades, e dedicar o seu tempo, que é limitado, aquelas tarefas que mais retorno lhe trazem.

Porém, a rendibilidade também está ligada à organização da sua agenda diária. Quanto mais organizada estiver a agenda, mais produtivo será, maior será o seu preço hora. Uma das tarefas que embora se veja como “boa vida” e que é a mais cansativa e mais “stressante” que apenas não ter horário para sair do escritório, é impor-se um horário. Imagine que o seu dia de trabalho só tem seis horas ou, até, menos. Se sabe que tem o dia limitado em horas deverá escolher o que deve fazer dentro dessas horas e não perder tempo todo o dia com acções pouco produtivas e pouco rentáveis. Forçar a agenda diária de forma a que permita trabalhar, ter um tempo para si, e para a sua família e amigos, é muito mais cansativo do que não atribuir estes tempos e, simplesmente, ficar dependente do trabalho sem objectivos nem limitações o que torna a sua vida mais fácil, embora seja percebido pela sociedade como mais difícil.

Dentro das poucas horas diárias de trabalho, temos de identificar, de forma continua, qual o/os negócios que mais rendibilidade trazem à empresa e focar-nos mais nesses que noutros. A estratégia de rendibilidade obriga ao descomplexo das desistências e mudanças de trajectória. Também é mal percebido pelo mercado, hoje apostar numa actividade e amanha noutra, mas se o mercado está em constante mudança porque não devemos adaptar-nos a essa mudança? Quem não o fizer estará a descer a sua rendibilidade, e a aumentar o seu tempo de trabalho sem necessidade. Temos de saber escolher as melhores rotas para aumentar a rendibilidade.

A segunda opção passa por deixar que o seu dinheiro trabalhe por si. A criação de serviços que não exijam trabalho proporcional é uma forma. Com toda a sofisticação tecnológica que temos presente no mercado, hoje já é possível mudar aquelas que eram as soluções de venda porta à porta, para vendas de Internet, não exigindo um esforço comercial e deixando simplesmente o dinheiro a fazer dinheiro. Esta estratégia também lhe deixa mais tempo livre para apostar em diferentes serviços e fazer crescer a máquina de fazer dinheiro. Aqui está apenas um exemplo de como misturar o primeiro ponto, ou seja saber dedicar-se aquilo que mais dinheiro lhe dá, com o pôr o dinheiro a trabalhar por si. Esta combinação é sem dúvida a mais rentável e produtiva e a que lhe cansa menos e mais dinheiro lhe traz.

O mundo vai evoluindo e a nossa mentalidade também, embora de forma mais lenta em algumas matérias. Ainda fica bem trabalhar muitas horas para merecer viver bem ou ficar bem visto pela sociedade, mas aquele que é visionário e mais inteligente, é aquele que consegue trabalhar metade do seu tempo e ganhar três vezes mais.

Este deverá ser o objectivo da sua empresa, não só para aumentar a sua rendibilidade, como para aumentar a satisfação, e até boa saúde dos seus colaboradores. Os tempos mudam e a forma de trabalhar também tem de mudar, bem como a análise que fazemos dela.

Espanha: Juros da dívida a 10 anos superam os 6% e bolsa cai mais de 2%

Atenções voltam a virar-se para Espanha. Os juros da dívida sobem em todos os prazos e a bolsa de Madrid lidera as quedas na Europa.

Após alguns dias de acalmia, em que as atenções estiveram centradas em França e na Grécia, os mercados voltam hoje a centrar-se em Espanha.

As incertezas em torno da situação do sector bancário espanhol estão a provocar uma forte queda na bolsa de Madrid e já levaram o prémio de risco da dívida espanhola face às bunds a superar os 450 pontos base.

O sector da banca é o que mais penaliza a bolsa de Madrid, que segue a perder 2,27% para os 6.848 pontos. O mercado espanhol já acumula uma desvalorização superior a 20% desde o início de ano.Quanto aos juros da dívida da dívida a tendência é de subida em todas as maturidades. No prazo a 10 ano, os juros da dívida sobem 18 pontos base para os 6,024% e o spread face às bunds já superou os 450 pontos base. Desde 27 de Abril, que os juros da dívida a 10 anos não estavam acima dos 6%.Em Portugal, a tendência também é de subida, com os juros da dívida a subirem em todas as maturidades. O maior ganho regista-se na maturidade a dois anos, que avança 29,7 pontos base para 8,316%.

Resultados decepcionantes penalizam bolsas asiáticas

As bolsas asiáticas perderam terreno pela primeira vez em quatro dias e recuaram de máximos de três meses, condicionadas pela divulgação de resultados que desapontaram os investidores

O índice nipónico Nikkei desceu 0,51% para os 8.831,93 pontos, enquanto o Topix caiu 0,23% para 760,69 pontos, enquanto o MSCI Ásia Pacífico recuava 0,3%.

A penalizar a negociação esteve a Nippon Sheet Glass, que afundou 11%, depois de antecipar perdas de três milhões de ienes (39 milhões de dólares) para o ano fiscal terminado a 31 de Março. Já a Singapore Airlines recuou 2,3%, após ter reportado uma descida de 53% dos lucros no terceiro trimestre.

Preocupações em torno da economia alemã ditaram perdas na Europa

Preocupações em torno da economia alemã ditaram perdas na Europa e Lisboa não foi excepção. PSI 20 perde quase 1%.

Berlim voltou a marcar mais uma sessão nos mercados accionistas. Os responsáveis alemães revelaram que a economia motor do euro contraiu 0,25% no último trimestre de 2011, crescendo, no entanto, 3% na globalidade do ano, face à expansão de 3,7% no ano anterior. Mas não foi o único sinal negativo.

Também o Eurostat reviu em baixa o crescimento económico da região para 0,1% no terceiro trimestre deste ano, o que veio dar ênfase aos alertas de ontem da Fitch: o BCE precisa de ser mais activo na resolução da crise de dívida.
Foi neste cenário que o Ibex 35 de Madrid e CAC 40 de Paris cederam 0,7% e 0,2%, respectivamente. Pior esteve o principal índice português: o PSI 20 caiu 1,08% para 5.495,27 pontos.

Fitch corta perspectivas de crescimento da economia espanhola

A agência de notação financeira Fitch anunciou hoje que cortou as perspectivas de crescimento da economia espanhola para 2012 e 2013.

A agência de “rating” Fitch cortou as perspectivas de crescimento económico da Espanha para 2012 de 0,5% para 0% e para o próximo ano de 1,5% para 1%, de acordo com um comunicado enviado por email e citado pela Bloomberg.

A decisão da agência de notação financeira surge poucos dias depois do novo executivo, liderado por Mariano Rajoy, ter revelado que o défice de 2011 iria rondar os 8% e não os 6% previstos pelo anterior governo. As contas relativas ao ano passado ainda não estão fechadas, pelo que não é conhecido o valor exacto do défice de 2011, mas para este ano, Madrid comprometeu-se, perante Bruxelas, com um défice de 4,4% do PIB.

Goldman Sachs apreensivo

O Goldman Sachs também já se mostrou um pouco apreensivo quanto ao crescimento do PIB espanhol no próximo ano. O banco de investimento, citado pelo “El País“, defende que o ajustamento que o novo governo está a desenvolver “é sinal forte que confirma o compromisso da Espanha com o ajuste orçamental”. Todavia, as medidas podem afectar o crescimento [económico] espanhol, aponta o Goldman Sachs.

Esta é a primeira avaliação do banco às novas medidas de austeridade anunciadas pelo executivo de Mariano Rajoy, a 30 de Janeiro. Porém, o banco norte-americano sublinha que é fundamental combinar austeridade com crescimento. “Será fundamental ver como é que a Espanha vai combinar estas medidas com um caminho de médio longo prazo de ajustamento orçamental, com reformas estruturais e de crescimento”, apontou Andrew Benito, analista do Goldman Sachs citado pelo “El País”.

Bolsa nacional desanimada com discurso de Draghi

A praça portuguesa desvalorizou pelo terceiro dia consecutivo penalizada pelo desempenho negativo dos pesos pesados: Galp, Portugal Telecom e EDP

As praças europeias reagiram com perdas ao discurso do presidente do BCE, apesar do anúncio de nova descida da taxa de juro de referência para 1%. Lisboa foi uma das que mais caiu, com um PSI-20 a perder 2,57%.

Mario Draghi desapontou os investidores que olhavam para o BCE como um dos principais meios para a resolução da crise da dívida europeia. O presidente deixou bem claro que a autoridade monetária não vai acelerar a compra de obrigações dos Estados, cingindo-se ao mandato previsto nos tratados europeus. Os juros de Itália e Espanha dispararam.

Compromisso franco-alemão é “a resposta” às interrogações da Standard and Poor’s

O compromisso franco-alemão anunciado por Nicolas Sarkozy e Angela Merkel é “a resposta” às interrogações da Standard and Poor’s, que ameaçou baixar as notações dos seis países da zona euro com “AAA”, declarou hoje o chefe da diplomacia francesa.

“O acordo europeu é a resposta a uma das interrogações mais importante desta agência de rating (SP), que falava de insuficiência da governação económica europeia. Vamos melhorar consideravelmente com a disciplina orçamental”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé, à rádio RTL.

A Standard and Poor’s ameaçou baixar a notação de solvabilidade da França em dois “graus” para “AA”. Para os outros cinco países da zona euro com notação “AAA”, a agência de rating prevê, no pior dos cenários, uma descida de um grau para “AA+”.

PSI-20 cai pela sexta sessão

A bolsa nacional fechou novamente no vermelho, com 17 cotadas em queda. Lisboa seguiu o comportamento geral da Europa, que negociou penalizada pelas elevadas “yields” pedidas na dívida dos países do euro. Banca caiu mas BCP contrariou e subiu 4%.

O PSI-20 cedeu 0,78% para 5.505,89 pontos, encerrando apenas com três cotadas a ganhar terreno. O índice caiu hoje durante a sessão para um mínimo desde Abril de 2003.

Na Europa, o comportamento foi igualmente negativo, com desvalorizações em torno de 1%, num dia em que as preocupações com a dívida dominaram os mercados.

 

Juros a 2 anos da dívida grega superam os 110%

As “yields” pedidas pelos investidores para terem em carteira obrigações do país estão em forte alta.

Pela primeira vez desde a entrada no euro, as obrigações públicas gregas a 2 anos têm a “yield” neste patamar.

Em contrapartida, na maturidade a 10 anos, os juros da dívida soberana grega descem 36 pontos base, a fixarem-se nos 28,08%.

Recorde-se que o Banco Central Europeu (BCE) regressou a 5 de Agosto ao mercado secundário para comprar dívida soberana, depois de 18 semanas consecutivas sem intervir. Foi também a primeira vez que comprou dívida soberana de Itália e Espanha.

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