Category Archives: Diário de Guerra

Tudo é Economia

Pelo tom de Passos Coelho à saída de Belém, já se percebeu que:

a) não há solução nenhuma;

b) a bola passou para as mãos de Cavaco. Toda a contra-informação noticiosa do dia foi obra de apparatchiks do PSD. Com isto tudo, o PR adiou para a próxima segunda-feira uma audição aos partidos políticos.

Ataque pirata lança pânico em Wall Street

Ataque pirata lança pânico em Wall Street e revela nova frente do ciberterrorismo

“Duas explosões na Casa Branca, Obama ferido.” Com este simples tweet da Agência Associated Press (AP), terça-feira, o pânico instalou-se nas bolsas, sobretudo em Wall Street. Replicada na rede centenas de vezes em segundos, a informação provocou a queda do índice bolsista de Nova Iorque em 145 pontos, quase um por cento, durante dois minutos. O índice S&P 500 caiu igualmente um por cento, durante três minutos, “limpando” nesse período 136,5 mil milhões de dólares (104,8 mil milhões de euros) de acordo com a agência Reuters.
 
Após o susto e o desmentido – o tweet foi afinal um ataque pirata – o Dow Jones e o S&P 500 recuperaram, embora sem chegar até aos níveis onde se encontravam anteriormente.

A coincidência com o atentado bombista na maratona de Boston, há uma semana, reforçou sem dúvida o primeiro instante de credibilidade da informação e explica em parte a reação de pânico bolsista. Nas horas seguintes ao ciber-ataque, com algum alívio, a rede mundial foi invadida por um sem número de piadas e de notícias improváveis lançadas sob a hashtag #AP tweets. Houve quem perguntasse à AP, nomeadamente, se tinha contratado jornalistas da CNN, já que esta cadeia de televisão se havia precipitado a semana passada a informar que um dos autores dos atentados de Boston estava detido, tendo depois de se desmentir.

Mas o aviso fica feito: os ciber-ataques estão em crescendo e começam a por em causa, de forma séria, todo o sistema de troca de informações em que se baseia grande parte da sociedade ocidental.

“A sociedade reticular impõe dois pontos de partida radicalmente diferentes da experiência da sociedade, condicionada pela geografia, em que a nossa cultura tem alicerces,” confirma o jornalista Paulo Querido.

“São eles, primeiro, o facto de que tudo o que pomos na rede deixa de ser nosso e perdemos o controlo sobre o respetivo percurso; segundo, todos os sistemas em rede são inseguros por definição” acrescenta.

O mundo de informação digital reflecte aliás conflitos pré-existentes e o controle dos dados é cada vez mais uma autêntica arma. Até no nome que assumem, os autores do ciber-ataque de terça-feira afirmam que estão em guerra.

A autoria do tweet foi reivindicada, igualmente através do Twitter, pelo Exército Eletrónico Sírio (Syrian Electronic Army – SEA) que afirma apoiar o Presidente sírio Bashar al-Assad.
Ataques aumentam
Em poucos meses o grupo alcançou aliás um bom palmarés de ataques informáticos aos media e às agências de informação.

Em fevereiro, a SEA publicou várias fotografias e documentos na conta twitterde fotos da Agência France Press (AFP) @AFPPhoto, obrigando a AFP a suspendê-la. Reivindica ainda ciber-ataques às contas da Sky News Arabia e da Al-Jazeera Mobile.

Sábado passado, as contas twitter da televisão americana CBS foram igualmente pirateadas, num ataque não reivindicado mas cujos moldes indicam igualmente a SEA.
A “frente” eletrónica
Os perigos do funcionamento em rede e da partilha de dados eletronicamente são muito reais. “Quedas em bolsa e confusão financeira não são do reino da especulação: são do nosso mundo. E mais frequentes do que imaginamos”, comenta Paulo Querido.

“Limpo,” distante e brutalmente eficiente, o ciberterrorismo está a crescer, até porque, à medida que aumenta a complexidade da rede a segurança fica mais complicada de assegurar.

“A segurança informática é um campo onde não há certezas,” comenta Paulo Querido. “O que está ao nosso alcance, o que devemos interiorizar e colocar em prática, é por um lado reduzir a probabilidade de ocorrência e por outro construir mecanismos que minimizem o impacto desses incidentes.”

“Alterar os dados financeiros de uma empresa concorrente não deve ser visto como uma possibilidade no futuro, mas como algo que já sucedeu”, acrescenta o jornalista, a quem não custa imaginar cenários como um ataque terrorista contra meios de transporte através de um ataque cibernauta em vez de bombas.

“Desde que (em sistemas de navegação-satélite como o Galileu ou o GPS) os respetivos sistemas de orientação estejam, ainda que indiretamente, expostos à Internet, será possível fazer cair um avião, descarrilar um comboio, fazer chocar navios ou lançar o caos nas auto-estradas”, admite Paulo Querido.
Descredibilização
Outro elemento terrorista é a descredibilização das instituições em que a sociedade ocidental está alicerçada.

Expôr segredos de Estado, como faz o Wikileaks, ou atacar o sistema de mercado, publicando playlists de música comercial ou forçando o encerramento das operações bancárias e financeiras online, como já fez o grupo de piratas informáticos Anonymous, são ações muitas vezes aplaudidas pelo público.

Desacreditar as fontes de informação, como os media, aproveitando a vertigem da velocidade da informação e as redes sociais, parece ser uma nova frente de ataque.
O ataque via Twitter
tweet desta terça-feira foi transmitido pouco depois das 13h00 (17h00 GMT) através da conta principal da agência de notícias americana, a @AP, que tem mais de 1,9 milhões de seguidores.

Dezenas deles encontravam-se na própria Casa Branca e receberam-no com incredulidade. Nos gabinetes de imprensa, a poucos metros da Sala Oval onde trabalha Barack Obama, nada se tinha, naturalmente, ouvido, pelo que só podia ser mentira.

Às 13h15, a própria responsável da AP na Casa Branca, Julie Pace, teve de repor a verdade em conferência de imprensa, ao lado de Jim Carney, o porta-voz de Obama.

“Tudo o que tenha sido enviado sobre este incidente é falso,” afirmou Pace. Ao seu lado, Jim Carney agradeceu e confirmou que “o Presidente está bem. Estive agora mesmo com ele.” Pouco depois foram transmitidas imagens de Obama no Jardim das Rosas, com estudantes.
Tentativas de phishing
A Agência Associated Press emitiu por seu lado um comunicado, admitindo o ataque informático. “A conta twitter da @AP foi pirateada. O tweet sobre um atentado à Casa Branca é falso.”

A AP afirma igualmente que o ataque se seguiu após várias tentativas dephishing aos seus servidores.
Phishing (adulteração da palavra inglesa para pesca) é uma forma de obter ilegalmente acesso a dados eletrónicos, como senhas e identificação pessoal ou bancária, de forma a adquirir de forma fraudulenta o acesso a contas online, a servidores ou a computadores, de um dado indivíduo ou organização.

O pirata informático envia habitualmente e-mails, SMS ou perfis mascarando-se de instituições fidedignas para obter estes dados.
As ações de phishing incluiram igualmente  tentativas de roubo daspasswords dos seus jornalistas.

Um deles, Mike Baker, escreveu na sua própria conta twitter que “o ataque com@AP surgiu menos de uma hora depois de termos recebido um e-mail dephishing impressionantemente bem disfarçado.”

A Agência noticiosa afirma que a sua conta @AP_Mobil, para telemóveis, também foi pirateada e anunciou que todas as suas contas na rede Twitter foram suspensas para verificações de segurança.

O porta-voz da Agência disse também que está a trabalhar com os responsáveis da Twitter para perceber o que se passou.

O FBI, a Agência Federal de Investigação norte-americana, assegura que vai também investigar este ciber-ataque.

Graça Andrade Ramos, RTP

Derrocada na bolsa: banca afunda 9%

O índice português (PSI20) desvalorizou 3,54 por cento para 5.587,13 pontos, com 19 das 20 empresas cotadas no vermelho. Registou, por isso, a pior performance no Velho Continente, nesta que foi também a pior sessão desde setembro de 2011.

O setor da banca foi o mais fustigado. O BCP afundou 8,79% para 0,083 euros (novo mínimo de 8 de Janeiro), o BES derrapou 8,78% para 0,696 euros (valor de fecho mais baixo desde 16 de Outubro), o Banif tombou 5,98% para 0,110 euros (é preciso recuarmos a Junho do ano passado para alcançarmos este valor) e o BPI cedeu 4,38% para 0,917 euros (cotação mais baixa desde 17 de Dezembro).

Banca nacional já perde 30% desde Janeiro

As acções da banca portuguesa continuam a registar fortes quedas e já acumulam quedas desde o início do ano. Desde Janeiro, altura em que atingiram máximos de, pelo menos, um ano, os bancos portugueses já perderam cerca de 30% do seu valor.

O final do ano passado e início de 2013 prometia ser de ganhos para a banca portuguesa, depois da crise de dívida na Europa parecer dar sinais de acalmia. Mas as eleições em Itália e o pedido de ajuda financeira por parte de Chipre inverteram toda a situação e provocaram quedas acentuadas, principalmente entre a banca.

As acções dos bancos portugueses têm sido das mais fustigadas. O BCP ainda é uma excepção, já que continua a acumular um ganho de 16% desde o início do ano, mas já perdeu 28% desde 24 de Janeiro, dia em que atingiu um máximo de 2012 ao tocar nos 0,12 euros.

O BPI também já está negativo no ano, perdendo 0,32%, num dia em que as acções do banco liderado por Fernando Ulrich estão a deslizar mais de 2% para 0,938 euros. Face aos 1,38 euros, atingidos a 11 de Janeiro e que representam o valor mais alto desde Novembro de 2010, o BPI já perdeu 33,26%.

O BES, que está hoje a recuar cerca de 4% para 0,733 euros, está a acumular uma perda de 18% desde o início do ano. E desde 11 de Janeiro, dia em que atingiu o valor mais elevado desde Outubro de 2011 (1,19 euros), o banco liderado por Ricardo Salgado já acumula uma desvalorização de 39,8%.

O BES está mesmo entre os bancos europeus que mais perdem desde o início do ano, ocupando a sétima posição. O líder europeu de quedas é o National Bank of Greece, com uma queda de 53,49%, seguido pelo espanhol Sabadel (-26,97%) e pelo italiano Banco Popolare (-23,73%). O índice Stoxx para a banca europeia, que é composto por 46 membros, consegue, apesar destas perdas avultadas, continuar a acumular uma subida de 1% desde o início deste ano. Neste índice só constam dois bancos nacionais: o BES e o BCP.

Já o Banif acumula uma perda de 21% desde o início do ano, numa manhã em que segue a desvalorizar 1,71% para 0,115 euros. Este é o banco que mais perde na bolsa nacional desde o início do ano

A banca tem sido das mais fustigadas pela crise na Europa e os últimos desenvolvimentos afectarem em especial a banca dos países periféricos. O pedido de ajuda financeira de Chipre despoletou uma nova série de receios. A determinação de uma perda, que pode atingir até 60%, nos depósitos superiores a 100 mil euros, aumentou os receios entre os investidores em torno da possibilidade de se poder vir a verificar uma receita semelhante para outros países.

Espanha: Juros da dívida a 10 anos superam os 6% e bolsa cai mais de 2%

Atenções voltam a virar-se para Espanha. Os juros da dívida sobem em todos os prazos e a bolsa de Madrid lidera as quedas na Europa.

Após alguns dias de acalmia, em que as atenções estiveram centradas em França e na Grécia, os mercados voltam hoje a centrar-se em Espanha.

As incertezas em torno da situação do sector bancário espanhol estão a provocar uma forte queda na bolsa de Madrid e já levaram o prémio de risco da dívida espanhola face às bunds a superar os 450 pontos base.

O sector da banca é o que mais penaliza a bolsa de Madrid, que segue a perder 2,27% para os 6.848 pontos. O mercado espanhol já acumula uma desvalorização superior a 20% desde o início de ano.Quanto aos juros da dívida da dívida a tendência é de subida em todas as maturidades. No prazo a 10 ano, os juros da dívida sobem 18 pontos base para os 6,024% e o spread face às bunds já superou os 450 pontos base. Desde 27 de Abril, que os juros da dívida a 10 anos não estavam acima dos 6%.Em Portugal, a tendência também é de subida, com os juros da dívida a subirem em todas as maturidades. O maior ganho regista-se na maturidade a dois anos, que avança 29,7 pontos base para 8,316%.

Resultados decepcionantes penalizam bolsas asiáticas

As bolsas asiáticas perderam terreno pela primeira vez em quatro dias e recuaram de máximos de três meses, condicionadas pela divulgação de resultados que desapontaram os investidores

O índice nipónico Nikkei desceu 0,51% para os 8.831,93 pontos, enquanto o Topix caiu 0,23% para 760,69 pontos, enquanto o MSCI Ásia Pacífico recuava 0,3%.

A penalizar a negociação esteve a Nippon Sheet Glass, que afundou 11%, depois de antecipar perdas de três milhões de ienes (39 milhões de dólares) para o ano fiscal terminado a 31 de Março. Já a Singapore Airlines recuou 2,3%, após ter reportado uma descida de 53% dos lucros no terceiro trimestre.

Bolsa nacional desanimada com discurso de Draghi

A praça portuguesa desvalorizou pelo terceiro dia consecutivo penalizada pelo desempenho negativo dos pesos pesados: Galp, Portugal Telecom e EDP

As praças europeias reagiram com perdas ao discurso do presidente do BCE, apesar do anúncio de nova descida da taxa de juro de referência para 1%. Lisboa foi uma das que mais caiu, com um PSI-20 a perder 2,57%.

Mario Draghi desapontou os investidores que olhavam para o BCE como um dos principais meios para a resolução da crise da dívida europeia. O presidente deixou bem claro que a autoridade monetária não vai acelerar a compra de obrigações dos Estados, cingindo-se ao mandato previsto nos tratados europeus. Os juros de Itália e Espanha dispararam.

Compromisso franco-alemão é “a resposta” às interrogações da Standard and Poor’s

O compromisso franco-alemão anunciado por Nicolas Sarkozy e Angela Merkel é “a resposta” às interrogações da Standard and Poor’s, que ameaçou baixar as notações dos seis países da zona euro com “AAA”, declarou hoje o chefe da diplomacia francesa.

“O acordo europeu é a resposta a uma das interrogações mais importante desta agência de rating (SP), que falava de insuficiência da governação económica europeia. Vamos melhorar consideravelmente com a disciplina orçamental”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé, à rádio RTL.

A Standard and Poor’s ameaçou baixar a notação de solvabilidade da França em dois “graus” para “AA”. Para os outros cinco países da zona euro com notação “AAA”, a agência de rating prevê, no pior dos cenários, uma descida de um grau para “AA+”.

O UBS baixou o “target” do banco BES

O UBS baixou o “target”  do banco BES de 5,30 euros, para 1,90 euros.

Ignacio Sanz realça que a instituição deverá cumprir o rácio de depósitos face ao crédito de 120% em 2014, destacando que a entidade melhorou em quatro mil milhões de euros este ano esta discrepância, devido ao saudável crescimento dos depósitos, “enquanto as necessidades de refinanciamento estão bem espalhadas pelos próximos quatro anos”.

De acordo com a mesma nota, o BES deverá ter um core tier 1 de 9,3% em 2011 e 10% em 2012, cumprindo as metas da troika.

Apesar de considerar que a instituição está preparada para cumprir os requisitos de capital, o banco de investimento desceu o “target” para os títulos do banco para 1,90 euros, face aos anteriores 5,3 euros

PSI-20 cai pela sexta sessão

A bolsa nacional fechou novamente no vermelho, com 17 cotadas em queda. Lisboa seguiu o comportamento geral da Europa, que negociou penalizada pelas elevadas “yields” pedidas na dívida dos países do euro. Banca caiu mas BCP contrariou e subiu 4%.

O PSI-20 cedeu 0,78% para 5.505,89 pontos, encerrando apenas com três cotadas a ganhar terreno. O índice caiu hoje durante a sessão para um mínimo desde Abril de 2003.

Na Europa, o comportamento foi igualmente negativo, com desvalorizações em torno de 1%, num dia em que as preocupações com a dívida dominaram os mercados.

 

Banca debaixo de fogo

As acções da banca estão a negociar pressionadas pela expectativa de virem a ter de aumentar capital, depois de ter sido decidido que iriam ter de aplicar um desconto às obrigações que pretendem deter até à maturidade equivalente a 50% do seu valor nominal.
Isto poderá levar alguns bancos a procederem a aumentos de capital para satisfazerem a exigência de 9% em 2011 e de 10% em 2012, mesmo depois de terem aumentado capital e reduzido a dimensão das carteiras de crédito no último ano.

Em reacção às decisões tomadas pelos líderes europeus, Fernando Ulrich lembrou que o rácio de capital do BPI, de 9%, já incorpora uma redução do valor da dívida grega de 21%.

O líder do BCP, Carlos Santos Ferreira, disse que pretende “considerar todas as opções possíveis” para se reforçar capitais, enquanto Ricardo Salgado, disse ir o seu banco vai procurar “não recorrer ao Estado” para se aumentar o capital.

As acções do BCP recuam 3,75% para negociar nos 0,154 euros por acção e chegaram mesmo a perder 4,37% para os 0,153 euros. Um valor que compara com anterior mínimo de 0,156 euros em que negociara, pela última vez, no passado dia 26 de Outubro.

Já o Banco BPI perde 4,72% para 0,525 euros por acção e já chegou a fixar um preço mínimo recorde ao desvalorizar 5,81% para negociar nos 0,519 euros por acção. O anterior mínimo também foi fixado no dia 26 de Outubro e era de 0,53 euros.

BCP, BPI e BES caem 1% após ‘downgrade’ da Moody’s

Os bancos destacam-se pela negativa no PSI 20 na primeira reacção ao corte de ‘rating’ anunciado esta manhã pela agência Moody’s.

O BCP descia 1,68%, o BES recuava 1,8%, enquanto que o BPI cedia 0,46% depois de já ter estado a perder 1,7%. Isto numa altura em que o PSI 20 seguia ‘flat’ nos 5860,91 pontos, ao mesmo tempo que os principais índices accionistas europeus escorregavam cerca de 0,3%. O euro seguia pouco alterado nos 1,34,35 dólares, o barril de ‘brent’ cotava acima dos 105 dólares e a onça de ouro avançava até aos 1.660,15 dólares.

A nível nacional, a sessão desta sexta-feira está a ser marcada pela decisão da Moody’s de baixar a notação da dívida da Caixa, BCP, BPI, BES, Santander e Montepio. A agência cita quatro motivos: a revisão em baixa do ‘rating’ da República, a exposição dos bancos à dívida pública portuguesa, a expectativa de deterioração da qualidade dos activos e, por último, os constrangimentos em termos de acesso a liquidez. A decisão despoletou alguma pressão vendedora sobre a banca nacional cotada, que era contrariada pelas subidas da EDP, Jerónimo Martins e Portugal Telecom.

Acções da Ásia voltam a cair

As principais praças asiáticas estão em forte baixa com os dados económicos divulgados na sexta-feira a provocarem receios de um maior abrandamento económico mundial.

O MSCI Ásia e Pacífico desvaloriza 3,5% para 109,22 pontos, com cerca de 14 títulos a descer por cada um que valoriza. Todos os grupos industriais representados no índice bolsista de referência para a região estão a negociar em terreno negativo.

No terceiro trimestre a desvalorização foi de 16%, tendo sido a maior queda trimestral desde 2008. A pressionar esteve a crise orçamental da Zona Euro e o abrandamento do crescimento da economia dos EUA.

Lucros do BCP caem 45,8% no primeiro semestre

O banco liderado por Carlos Santos Ferreira reportou um resultado líquido de 88,4 milhões de euros.

O resultado líquido do BCP ascendeu a 88,4 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2011, uma queda de 45,8% face ao período homólogo do ano passado, anunciou o banco em comunicado à CMVM.

BCP fixa mínimo histórico abaixo dos 30 cêntimos

A bolsa portuguesa acentuou o movimento de queda, com destaque para a banca, que sofre as descidas mais intensas. O BCP cai perto de 6% e atingiu um novo mínimo histórico.

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