Category Archives: Psico Análise

Um retrato social de Portugal

Portugal retrato social

O INE publicou recentemente “Um retrato social de Portugal: uma leitura de evoluções ocorridas nos últimos anos”.

Este é o mais completo e aprofundado retrato ao país e revela dados sociais como: esperança média de vida, PIB por habitante, pessoas coma cesso à internet, casos de SIDA diagnosticados, entre muitos outros.

Eis o resumo do documento revelado pelo INE:

Em Portugal, existe cada vez maior esperança média de vida à nascença. Nascem e morrem menos pessoas. Casa-se cada vez menos e mais tarde. As famílias têm cada vez menos filhos.
Em 2011, os casos de SIDA diagnosticados nesse ano e os óbitos por VIH diminuíram. Por outro lado, aumentaram as mortes por cancro.
O abandono precoce de educação e formação manteve a trajetória de redução e registaram-se mais pessoas inscritas no ensino superior.
Cada vez maior número de famílias tem acesso em casa a computador, à Internet e à banda larga.
Houve menos dormidas na hotelaria e menos viagens ao estrangeiro, por razões de lazer ou férias.
As autoridades policiais registaram menos crimes.
O PIB por habitante decresceu, em termos reais; o Consumo Final da Famílias e o montante dos empréstimos para compra de habitação, também diminuíram.

Estas são apenas algumas das principais conclusões de um retrato muito mais vasto e abrangente, resumido no presente Destaque e cuja informação integral pode ser encontrada na publicação hoje disponibilizada em www.ine.pt.

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Prosperidade e crescimento

O sistema que preside à organização económica e ao modo de viver das sociedades actuais, o qual modelou a presente “globalização”, assenta num pressuposto indispensável: o crescimento contínuo da economia. 
O sistema que preside à organização económica e ao modo de viver das sociedades actuais, o qual modelou a presente “globalização”, assenta num pressuposto indispensável: o crescimento contínuo da economia. Por tal modo que, até agora, a única via de saída da crise actual, apresentada por economistas, políticos e responsáveis de todas as instâncias, é a famigerada “retoma”. Entenda-se por isso a “retoma do crescimento económico”. Nos últimos 60 anos, o mundo assistiu a um crescimento exponencial da economia, em grande parte impulsionado pela disponibilidade de uma energia abundante e barata: os combustíveis fósseis. Nesse período, cresceu cinco vezes o PIB global, aumentou três vezes a população, subiram generalizadamente os níveis de conforto, saúde, mobilidade e bem-estar. Porém, e paradoxalmente, esse crescimento beneficiou mais uns países do que outros. De tal forma que, nas últimas décadas, as diferenças entre ricos e pobres se acentuaram, em lugar de diminuírem.

Desejável seria que esta tendência de crescimento pudesse continuar no futuro, por forma a assegurar o pleno emprego, a estimular a inovação, a incentivar o investimento e a concorrência. Mas parece cada vez mais evidente que tal não irá acontecer. Pode até ser necessário, se não mesmo vantajoso, que tal não aconteça. Muitos dos problemas actuais, como o aquecimento global, o esgotamento dos recursos energéticos, o desequilíbrio ambiental, e até as diferenças entre ricos e pobres, só poderão agravar-se com o crescimento.

Sendo previsível que a população mundial continuará a crescer, é lícito perguntar como vai compatibilizar-se esse crescimento populacional com a estagnação da economia, com o “pico” da produção energética, ou mesmo com a regressão dessa produção? Que respostas haverá para cerca de 1/3 da população mundial, (que na China, ou na Índia, ou no Paquistão, aspira a atingir os níveis de conforto dos países mais desenvolvidos), caso não lhe seja possível aceder a eles?

A nossa civilização enfrenta um desafio, importante e decisivo, porque global: para não agravar os desequilíbrios do planeta, (o aquecimento global, a poluição ambiental, a gestão dos recursos cada vez mais escassos), estamos condenados a viver sem crescimento. Os próprios economistas, enquanto anunciam a retoma ali ao virar da esquina, começam a dar-se conta da cruel realidade, e já falam de “economia estável”. Embora pareça que ainda não encontraram a fórmula de a pôr em prática, nem ainda entenderam as leis que a governam.

O ser humano, como qualquer outro ser da criação, aspira à prosperidade, anseia por crescer e reproduzir-se, é o flourishing da vida. E na sociedade actual, o conceito de “prosperidade” está predominantemente ligado à posse de bens materiais. Para o cidadão comum é isso que traz felicidade. Está a chegar o momento de colocar a questão doutra maneira: é possível prosperar, sem acumulação de riqueza? Não só é necessário acreditar que sim, como também vai ser preciso pô-lo em prática.

Para sobreviver, a nossa civilização tem de encontrar formas de prosperar sem crescimento: uma prosperidade não centrada em conteúdos predominantemente materiais, em que se valorize mais o “ser” do que “ter”, num mundo com novos valores e uma nova espiritualidade.

Nem será um caminho fácil, nem pode ser deixado ao arbítrio de cada um. E exigirá dos governantes muita sabedoria, se o quisermos percorrer em democracia. Porque abrir esse caminho será um exercício no fio da navalha: entre a ameaça do colapso, e a violenta regressão a regimes e tempos de totalitarismo.

A sociedade de consumo, baseada no materialismo, tem que ceder lugar a uma sociedade mais altruísta, baseada na solidariedade humana. No fundo implica uma nova moral, dir-se-ia até uma nova religião. À semelhança do papel que teve o Cristianismo, no colapso inevitável do Império Romano, defendendo a igualdade, a irmandade, o fim da escravatura e da exploração humana.

As “marcas” do moderno mercado vão ter que devolver aos deuses e aos heróis do passado as simbologias, os valores arquetípicos e a força mitológica de que oportunamente se apropriaram. Como dizia Alan S. Drake, “no futuro, o consumidor tem de voltar a ceder lugar ao cidadão; juntamente com a responsabilidade e os deveres que o conceito implica.”

A mudança nas formas de comunicar, trazida pela Internet, poderá conter em si uma esperança nova. No campo da comunicação, é esta a terceira grande revolução da Humanidade, depois das descobertas da escrita e da imprensa. E se a “escrita” produziu a Bíblia e o Corão, e a “imprensa” nos trouxe Martinho Lutero e os ideais da Reforma, quem sabe se na Internet não andará a semente de uma nova religião. De uma nova forma de viver, na qual seja possível encontrar uma nova forma de prosperidade.

Mercados

Publicado 28 Março 2008

Fernando Braga de Matos

Passaram sete dias, mas uma semana na bolsa não é nada, tudo depende do inesperadamente notável vir a ocorrer, e até hoje, domingo de Páscoa, nada se passou de muito visível (a descida da taxa da juro do FED já era esperada, mesmo nesta dimensão de 0, 75%).

Mas olhar para trás é às vezes bom exercício, mesmo correndo o risco de se ficar transformado numa estátua de sal, como a mulher de Lot.

Pois nesta interessante actividade, pus-me a olhar para a Bolsa de Nova Iorque, a única que conta e de que realmente quase tudo depende, para confirmar que o diagnóstico (reservado) não foi desmentido, e tentar devassar para além das brumas. Quando isto for publicado, já muito pode ter ocorrido e o leitor deverá ter isso em consideração, sem embargo da validade do que aqui escrevo. Como nesta incerteza ninguém sabe o que por aí vai ou vem, dar umas pistas para pensar é bem bom. Adivinhar não existe, conjecturar com fundamentos é o que aqui se tenta.  Cont.(JN)

Sobreviver à grande inundação de capital

O facto de o capital actualmente fluir para inúmeros países, estejam ou não preparados para o receber, levanta algumas preocupações imediatas mais prementes. Existem enormes excedentes das balanças correntes nos mercados emergentes (o que constitui uma grande mudança desde 1997, quando a maioria desses mercados tinha défices). Com efeito, perspectiva-se que vários grandes exportadores de petróleo e exportadores de produtos asiáticos terão avultados excedentes durante muito tempo.

Este capital tem de ser investido em algum lado. Pensamos que o capital proveniente destes países está a fluir cada vez mais, não tanto “montanha acima”, para os países desenvolvidos (como aconteceu nos últimos cinco anos), mas mais “em torno da montanha”, para outros mercados emergentes e para países em desenvolvimento mais pobres. Mas estarão todos realmente prontos para receber tão grandes quantias de capital e para gerirem cuidadosamente o seu impacto macroeconómico?

O risco que actualmente se coloca não é o da iminência de uma crise, mas sim que os fluxos de capital surgidos da expansão global não sejam bem geridos, levando à criação de vulnerabilidades. Portanto, o perigo consiste na possibilidade de um bom número de intervenientes ser eliminado quando a festa acabar. E é difícil de saber quando é que isso vai acontecer.(JN)

Seis peores meses del año

Entramos en los seis peores meses del año

Me gusta siempre repasar los fenómenos estacionales que suceden en los mercados. Uno de los más famosos es el que estudia el peor comportamiento del mercado en los meses de Mayo a Octubre, frente a los meses de Octubre a Mayo. Según este efecto deberíamos salir del mercado el próximo lunes, 30 de Abril para volver a entrar en el mercado el 31 de Octubre. Estadísticamente son los peores meses del año. Una estadística que se ha realizado en los índices americanos desde 1950 y en otros 36 países.

Dado que el Lunes, día 30 de abril, sería el día que tendríamos que abandonar el mercado, creo que es un buen momento para repasar lo que dicen las estadísticas.

[Mas:]

En primer lugar y haciendo referencia a un estudio realizado en una universidad de Holanda, este efecto se constato en 36 de los 37 países en los que se realizo el estudio. En concreto comentan que este efecto es especialmente fuerte y robusto en el tiempo en los países europeos.

La estadística americana es simplemente impresionante. Una persona que hubiera invertido únicamente entre el 1 de Noviembre y el 30 de Abril desde 1950, hubiera ganado 11691 puntos en el Dow Jones, mientras que si lo hubiera echo desde Mayo a Octubre durante todos estos años hubiera perdido 538 puntos.

Esta estrategia de inversión es incluso mas efectiva si se utiliza algún indicador de momento para entrar y salir, como es el MACD de manera que en lugar de salir el 30 de Abril o entrar el 31 de Octubre, si el MACD esta en nuestra contra, esperaremos a que de una señal a nuestro favor para entrar. De manera que esta estrategia se realiza desde el 1 de Abril para entrar y desde el 1 de Octubre para entrar.

La estadística de nuestro índice desde 1991, para todos los meses del año es la siguiente

La Teoria de BENNER

    Samuel T. Benner se aficionó al estudio de los movimientos de precio para averiguar la respuesta a los constantes altibajos de su negocio para publicar en 1857 un libro titulado “Business Prophecies of the Future Ups and Downs in Prices (Profecías comerciales sobre las futuras subidas y bajadas de precios).”

Benner señaló que los máximos de un negocio tienden a seguir una pauta anual de 8-9-10 que se repite. (más tarde seguiría las series de Fibonacci)
O sea, que si cogemos el Dow Jones desde 1902 y aplicamos la serie anterior nos aparecen los siguientes Máximos:

  • 1.902
  • 1.910
  • 1.919
  • 1.929
  • 1.937
  • 1.946
  • 1.956
  • 1.964 (en este año la caida se retrasó 6 meses)
  • 1.973
  • 1.983
  • 1.991 (en este año falló)

Y ya puestos y aplicando la sucesión de Benner en el futuro nos espera lo siguiente:

Cinco maneras de batir al mercado

1. Selección de valores

Hechas estas consideraciones, la forma más utilizada por los gestores para batir a un índice determinado es la conocida como el “stockpicking”, es decir la habilidad del gestor a seleccionar buenos valores dentro de su universo de inversión. Los ejemplos de gestores “stockpickers” abundan aunque pocos consiguen batir de forma consistente a su benchmark. Dentro de la categoría de fondos de acciones españolas, por ejemplo, algunos de sus mayores exponentes son los archiconocidos fondos de Bestinver y de Metagestión. Ambos son fondos de gestión activa, cada uno con sus diferencias en cuanto a la política de inversión (el primero orientado hacia compañías de valor y el segundo enfocado hacia una gestión mucho más dinámica), pero, en todo caso, lo que les caracteriza es una cartera muy desvinculada de los grandes índices.

2. Distribución de activos

Otra forma de batir al índice de referencia es a través de la distribución de activos. En realidad, gran parte de la rentabilidad obtenida por una cartera proviene no tanto de la propia selección de valores sino de la decisión de elección entre los distintos tipos de activos. Para ilustrar con un ejemplo concreto esta afirmación, el año pasado los fondos de renta variable global que mejor resultado consiguieron fueron aquellos que tomaron la acertada decisión de sobreponderar los mercados emergentes respecto a los mercados desarrollados. Lo mismo podríamos decir de los fondos europeos que han sobreponderado España en sus carteras. Esta simple decisión de distribución de activos (sobreponderar una determinada región, un determinado país o un determinado sector) suele tener un impacto más importante sobre la rentabilidad final del producto que la propia selección de títulos.

3. Exposición a mercado

Estar más o menos invertido también puede, en algunos casos, explicar el que un fondo obtenga un resultado por encima de su benchmark. Un ejemplo muy claro lo tenemos en el universo de fondos de acciones españolas con el Santander Aggressive Spain. Este fue el fondo más rentable de su categoría en el 2006, con una ganancia del 48% frente al 32% para la media de sus competidores, pero su excelente resultado no se debe a que el gestor haya acertado en la selección de las compañías incluidas en su cartera (el fondo invierte básicamente a través de futuros sobre el IBEX 35) sino a que su cartera ha estado apalancada en renta variable española (su exposición al mercado ha sido superior al 100%). En otras circunstancias (fundamentalmente en mercados bajistas) no es el hecho de estar apalancado el que puede proporcionar una rentabilidad superior al benchmark sino todo lo contrario, el mantener un elevado porcentaje de liquidez en cartera.

4. Cobertura de divisas

Una cuarta manera de batir a un determinado índice es acertando en cuanto a la gestión del tipo de cambio o la cobertura de la divisa en la que está denominado el índice. El año 2006 ha permitido, por ejemplo, a aquellos fondos que hayan cubierto el riesgo dólar y evitado, por lo tanto, la depreciación del billete verde respecto a la divisa europeo, destacar en rentabilidad respecto al resto de sus competidores y conseguir batir a su benchmark.

5. Bajas comisiones

Por último, no hay que olvidar que para algunas categorías de fondos el tener unas comisiones de gestión y de depósito muy bajas también puede ayudar a batir al índice de referencia. Esto es evidente en el caso de las categorías de fondos de renta fija, pero también se puede aplicar en cierta medida a las de renta variable… de hecho hay algún estudio que demuestra que la variable que mejor prevé el comportamiento futuro de un fondo respecto a los demás fondos de su categoría es precisamente su comisión de gestión.

Gold still aiming at $1,000

Gold futures climbed to a 26-year high above $700 an ounce back in May and haven’t traded anywhere near that level since.

When gold traded near $728 in May, “there was a lot of excitement,” prompting scenarios of $1,000 gold prices — even $2,000 and higher, said Steven Jon Kaplan, a senior editor at TrueContrarian.com.

“Since then, a worldwide economic slowdown has begun [and] the anticipated increase in demand for commodities has therefore been reduced,” he said.

Now prices are beginning to show some signs of life again as uncertainty surrounds nuclear activities in North Korea and Iran, and the U.S. accuses Syria of planning to topple the Lebanese government. The U.S. dollar is also losing value and experts bet on further weakness in the currency. Some analysts say the slowdown in economic growth has spurred buying in gold as an alternative investment. (More)

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