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Derrocada na bolsa: banca afunda 9%

O índice português (PSI20) desvalorizou 3,54 por cento para 5.587,13 pontos, com 19 das 20 empresas cotadas no vermelho. Registou, por isso, a pior performance no Velho Continente, nesta que foi também a pior sessão desde setembro de 2011.

O setor da banca foi o mais fustigado. O BCP afundou 8,79% para 0,083 euros (novo mínimo de 8 de Janeiro), o BES derrapou 8,78% para 0,696 euros (valor de fecho mais baixo desde 16 de Outubro), o Banif tombou 5,98% para 0,110 euros (é preciso recuarmos a Junho do ano passado para alcançarmos este valor) e o BPI cedeu 4,38% para 0,917 euros (cotação mais baixa desde 17 de Dezembro).

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O UBS baixou o “target” do banco BES

O UBS baixou o “target”  do banco BES de 5,30 euros, para 1,90 euros.

Ignacio Sanz realça que a instituição deverá cumprir o rácio de depósitos face ao crédito de 120% em 2014, destacando que a entidade melhorou em quatro mil milhões de euros este ano esta discrepância, devido ao saudável crescimento dos depósitos, “enquanto as necessidades de refinanciamento estão bem espalhadas pelos próximos quatro anos”.

De acordo com a mesma nota, o BES deverá ter um core tier 1 de 9,3% em 2011 e 10% em 2012, cumprindo as metas da troika.

Apesar de considerar que a instituição está preparada para cumprir os requisitos de capital, o banco de investimento desceu o “target” para os títulos do banco para 1,90 euros, face aos anteriores 5,3 euros

PSI-20 cai pela sexta sessão

A bolsa nacional fechou novamente no vermelho, com 17 cotadas em queda. Lisboa seguiu o comportamento geral da Europa, que negociou penalizada pelas elevadas “yields” pedidas na dívida dos países do euro. Banca caiu mas BCP contrariou e subiu 4%.

O PSI-20 cedeu 0,78% para 5.505,89 pontos, encerrando apenas com três cotadas a ganhar terreno. O índice caiu hoje durante a sessão para um mínimo desde Abril de 2003.

Na Europa, o comportamento foi igualmente negativo, com desvalorizações em torno de 1%, num dia em que as preocupações com a dívida dominaram os mercados.

 

Banca debaixo de fogo

As acções da banca estão a negociar pressionadas pela expectativa de virem a ter de aumentar capital, depois de ter sido decidido que iriam ter de aplicar um desconto às obrigações que pretendem deter até à maturidade equivalente a 50% do seu valor nominal.
Isto poderá levar alguns bancos a procederem a aumentos de capital para satisfazerem a exigência de 9% em 2011 e de 10% em 2012, mesmo depois de terem aumentado capital e reduzido a dimensão das carteiras de crédito no último ano.

Em reacção às decisões tomadas pelos líderes europeus, Fernando Ulrich lembrou que o rácio de capital do BPI, de 9%, já incorpora uma redução do valor da dívida grega de 21%.

O líder do BCP, Carlos Santos Ferreira, disse que pretende “considerar todas as opções possíveis” para se reforçar capitais, enquanto Ricardo Salgado, disse ir o seu banco vai procurar “não recorrer ao Estado” para se aumentar o capital.

As acções do BCP recuam 3,75% para negociar nos 0,154 euros por acção e chegaram mesmo a perder 4,37% para os 0,153 euros. Um valor que compara com anterior mínimo de 0,156 euros em que negociara, pela última vez, no passado dia 26 de Outubro.

Já o Banco BPI perde 4,72% para 0,525 euros por acção e já chegou a fixar um preço mínimo recorde ao desvalorizar 5,81% para negociar nos 0,519 euros por acção. O anterior mínimo também foi fixado no dia 26 de Outubro e era de 0,53 euros.

BCP em mínimo histórico

 

 

O BCP fechou a semana a valer 2,53 mil milhões de euros. É o seu valor mais baixo de sempre: um sétimo do que valia em Junho de 2007. O BES e o BPI estão em mínimos de mais de uma década.

S&P antecipa corte de ‘ratings’ no sector financeiro

 

A agência de notação financeira Standard & Poor’s anunciou hoje a sua intenção de rever a metodologia de classificação do sector bancário.

Esta nova metodologia poderá levar à revisão em baixa de metade dos 138 bancos analisados à escala global.

“Para aproximadamente metade dos grandes bancos, os resultados mostram que as mudanças de critérios se traduziriam em cortes de ‘habitualmente’ um escalão”, informou a Standard and Poor’s, num relatório citado pela agência Europa Press, no qual foram feitas estimativas para 138 bancos de 23 países.

A agência concluiu que o impacto seria “modesto”, ainda que tenha advertido que o cenário se pode alterar em função das análises reais que sejam produzidas.

O objetivo desta revisão da metodologia é o de tornar as classificações “mais transparentes”, centrando as análises na capacidade de um banco para proteger o capital e cobrir as perdas, bem como o da separação dos estudos sobre o financiamento e a liquidez de um banco, incluindo nos primeiros a evolução do negócio.

Isto resultará num ‘rating’ que colocará “menos enfâse” nos lucros “não demonstrados” da diversificação e mais nos riscos derivados da complexidade relacionada com os derivados fora de balanço e com o financiamento estruturado.

Assim, a Standard and Poor’s prevê que 85% das notação de crédito de longo prazo dos grandes bancos mundiais se manteria igual ou revista em apenas num nível (seja em alta ou em baixa), admitindo que para 15% das instituições analisadas as variações podem ser superiores.

Porém, revela que menos de 20% das entidades com um ‘rating’ de ‘A-1’ ou superior seriam afectadas pelos cortes.

A agência justificou estas modificações porque considera que as crises bancárias têm sido uma constante no história financeira e que voltarão a repetir-se depois de passar a actual, com o mesmo padrão de ascensão e queda do setor, seguido por resgates dos governos.

“Queremos assegurar-nos de que as lições da recente recessão económica não são esquecidas enquanto as economias nacionais se recuperam, criando um próximo período de condições favoráveis que dão lugar ao crescimento e lucros bancários”, concluiu a agência.

Fonte: Lusa

 

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