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Preocupações em torno da economia alemã ditaram perdas na Europa

Preocupações em torno da economia alemã ditaram perdas na Europa e Lisboa não foi excepção. PSI 20 perde quase 1%.

Berlim voltou a marcar mais uma sessão nos mercados accionistas. Os responsáveis alemães revelaram que a economia motor do euro contraiu 0,25% no último trimestre de 2011, crescendo, no entanto, 3% na globalidade do ano, face à expansão de 3,7% no ano anterior. Mas não foi o único sinal negativo.

Também o Eurostat reviu em baixa o crescimento económico da região para 0,1% no terceiro trimestre deste ano, o que veio dar ênfase aos alertas de ontem da Fitch: o BCE precisa de ser mais activo na resolução da crise de dívida.
Foi neste cenário que o Ibex 35 de Madrid e CAC 40 de Paris cederam 0,7% e 0,2%, respectivamente. Pior esteve o principal índice português: o PSI 20 caiu 1,08% para 5.495,27 pontos.

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Bolsa nacional desanimada com discurso de Draghi

A praça portuguesa desvalorizou pelo terceiro dia consecutivo penalizada pelo desempenho negativo dos pesos pesados: Galp, Portugal Telecom e EDP

As praças europeias reagiram com perdas ao discurso do presidente do BCE, apesar do anúncio de nova descida da taxa de juro de referência para 1%. Lisboa foi uma das que mais caiu, com um PSI-20 a perder 2,57%.

Mario Draghi desapontou os investidores que olhavam para o BCE como um dos principais meios para a resolução da crise da dívida europeia. O presidente deixou bem claro que a autoridade monetária não vai acelerar a compra de obrigações dos Estados, cingindo-se ao mandato previsto nos tratados europeus. Os juros de Itália e Espanha dispararam.

Juros a 2 anos da dívida grega superam os 110%

As “yields” pedidas pelos investidores para terem em carteira obrigações do país estão em forte alta.

Pela primeira vez desde a entrada no euro, as obrigações públicas gregas a 2 anos têm a “yield” neste patamar.

Em contrapartida, na maturidade a 10 anos, os juros da dívida soberana grega descem 36 pontos base, a fixarem-se nos 28,08%.

Recorde-se que o Banco Central Europeu (BCE) regressou a 5 de Agosto ao mercado secundário para comprar dívida soberana, depois de 18 semanas consecutivas sem intervir. Foi também a primeira vez que comprou dívida soberana de Itália e Espanha.

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