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Bancos a salvar-se a si próprios

A chanceler alemã Angela Merkel mostrou-se nesta segunda-feira, 25 de Março, agradada com a solução acordada para resgatar Chipre e reestruturar a sua banca.

 “Sempre dissemos que não queríamos contribuintes a salvar bancos, mas antes bancos a salvar-se a si próprios. Será esse o caso em Chipre”, disse. “Este resultado é o correcto: põe o essencial da responsabilidade sobre os que causaram estes desenvolvimentos errados. É assim que deve ser”, acrescentou, citada pela Bloomberg.

Accionistas, obrigacionistas e depositantes com contas acima de 100 mil euros vão ser chamados a pagar a reestruturação da banca cipriota, que passará pelo encerramento do Laiki, o segundo maior banco, e por saneamento e recapitalização, suportada também pelos depositantes, da maior instituição financeira do país, o Bank of Cyprus. 

 Empréstimo europeu de 10 mil milhões destinar-se-á a financiar o Estado cipriota.

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Fitch corta perspectivas de crescimento da economia espanhola

A agência de notação financeira Fitch anunciou hoje que cortou as perspectivas de crescimento da economia espanhola para 2012 e 2013.

A agência de “rating” Fitch cortou as perspectivas de crescimento económico da Espanha para 2012 de 0,5% para 0% e para o próximo ano de 1,5% para 1%, de acordo com um comunicado enviado por email e citado pela Bloomberg.

A decisão da agência de notação financeira surge poucos dias depois do novo executivo, liderado por Mariano Rajoy, ter revelado que o défice de 2011 iria rondar os 8% e não os 6% previstos pelo anterior governo. As contas relativas ao ano passado ainda não estão fechadas, pelo que não é conhecido o valor exacto do défice de 2011, mas para este ano, Madrid comprometeu-se, perante Bruxelas, com um défice de 4,4% do PIB.

Goldman Sachs apreensivo

O Goldman Sachs também já se mostrou um pouco apreensivo quanto ao crescimento do PIB espanhol no próximo ano. O banco de investimento, citado pelo “El País“, defende que o ajustamento que o novo governo está a desenvolver “é sinal forte que confirma o compromisso da Espanha com o ajuste orçamental”. Todavia, as medidas podem afectar o crescimento [económico] espanhol, aponta o Goldman Sachs.

Esta é a primeira avaliação do banco às novas medidas de austeridade anunciadas pelo executivo de Mariano Rajoy, a 30 de Janeiro. Porém, o banco norte-americano sublinha que é fundamental combinar austeridade com crescimento. “Será fundamental ver como é que a Espanha vai combinar estas medidas com um caminho de médio longo prazo de ajustamento orçamental, com reformas estruturais e de crescimento”, apontou Andrew Benito, analista do Goldman Sachs citado pelo “El País”.

Moody’s: Dados orçamentais podem ter um impacto negativo na avaliação da agência

O INE revelou que o défice orçamental no primeiro semestre do ano atingiu os 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB), superior aos 7,7% do primeiro trimestre do ano.

Num relatório semanal, citado pela Bloomberg, a Moody’s diz que a principal razão para a deterioração das contas nacionais foi a revelação de um novo desvio na Madeira. “A revelação faz lembrar quando, nos últimos anos, o governo grego admitiu que a dívida e o défice excederam o que foi inicialmente divulgado pelo Eurostat e aumenta os receios de que Portugal possa repetir o comportamento”, diz a agência de notação financeira, acrescentando que estes dados orçamentais podem ter um impacto negativo na avaliação da agência.

 

Juro grego bate novo recorde nos 26%

Grécia pode ter que reestruturar a sua divida.

Os investidores já estão a descontar um cenário de reestruturação da dívida grega.

Continua a pairar o fantasma da necessidade de reestruturar a dívida da Grécia. Perante essa incerteza, os juros das Obrigações do Tesouro (OT) helénicas estão hoje a subir em praticamente todas as maturidades, com destaque para a dívida a dois, cuja ‘yield’ superou hoje a fasquia dos 26% (26,264%), um novo máximo do pós-euro.

“Os rumores sobre a reestruturação ou recalendarização da dívida grega não vão desaparecer”, disse à Bloomberg Marc Ostwald, responsável pela carteira soberana da Monument Securities. “Enquanto ninguém conseguir assegurar que tal não vai acontecer, os mercados vão continuar a subir mais e mais o preço”, frisou.

Goldman Sachs

De acordo com a agência noticiosa, a Goldman Sachs, maior e mais rentável empresa de activos dos EUA, deverá apresentar uma descida de 73 por cento no terceiro trimestre fiscal, a maior da história do banco de investimento enquanto empresa pública. Os 19 analistas contactados pela Bloomberg, que procedeu ao cálculo médio das suas previsões, acrescentam que a Morgan Stanley deverá registar uma queda de 44 por cento para o mesmo período.

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